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Stoqui democratiza o e-commerce para pequenos negócios

Stoqui, plataforma brasileira de e-commerce para pequenos negócios, oferece loja virtual e catálogo digital gratuitos e já reúne mais de 20 mil emp...

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
13/03/2026 às 10h27
Stoqui democratiza o e-commerce para pequenos negócios
Freepik

As vendas de micro e pequenas empresas brasileiras pelo comércio eletrônico saltaram de R$ 5 bilhões em 2019 para R$ 67 bilhões em 2024, crescimento de cerca de 1.200% em cinco anos, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O avanço, porém, não se distribui de forma uniforme. Para muitos pequenos comerciantes, as plataformas disponíveis continuam caras ou complexas demais. Uma das empresas que tenta atender quem ainda ficou de fora dessa expansão é o Stoqui, plataforma brasileira de e-commerce voltada a micro e pequenos negócios.

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) estima que o Brasil tem cerca de 15 milhões de microempreendedores individuais registrados. Mas, para a grande maioria, ferramentas digitais ainda não substituíram o improviso. "Para esse público, vender ainda é mandar mensagem pelo celular e anotar pedido no caderno. O pagamento vai pelo Pix copiado na conversa e o estoque fica na memória do dono. Funciona até o volume crescer, aí começa a dar problema: produto vendido sem ter em estoque e cliente que fica sem resposta", descreve Wendel Ferreira, cofundador do Stoqui, que trabalha há mais de 25 anos com tecnologia para o varejo.

Fundado em 2025, o Stoqui permite que o lojista compartilhe um catálogo digital por link e feche vendas por mensagem, além de registrar vendas presenciais no mesmo sistema, com controle de estoque unificado. Tudo operado pelo celular, sem necessidade de computador. Segundo a empresa, enquanto plataformas tradicionais de e-commerce costumam exigir configuração demorada antes da primeira venda, no Stoqui o lojista cadastra os produtos e já começa a vender, sem precisar entender de tecnologia.

"O pequeno vendedor não quer aprender a mexer num ERP (sistema de gestão empresarial). Ele quer abrir o celular de manhã e já sair vendendo", completa Ferreira. "Se demorar mais de dez minutos pra configurar, ele volta pro caderno."

A plataforma, disponível como aplicativo para Android e iOS, além de versão web, reúne hoje mais de 20 mil empreendedores. O modelo de entrada é gratuito, sem cobrança de comissão sobre vendas, com planos pagos para quem precisa ampliar o catálogo ou acessar integrações e recursos avançados.

O perfil de quem usa a ferramenta varia bastante. Há lojistas de moda, revendedoras de cosméticos, pequenos atacadistas e donos de comércios de bairro. Segundo a empresa, o que esses negócios têm em comum é que, até pouco tempo, todos gerenciavam vendas por aplicativos de mensagens e anotações manuais.

Desde o início, o Stoqui aplica inteligência artificial (IA) na rotina do lojista. A partir de uma foto tirada pelo celular, o sistema preenche sozinho o nome, a descrição e o preço sugerido do produto. Um estúdio de imagens com IA remove o fundo da foto e gera versões com acabamento profissional, sem que o vendedor precise de um editor de imagem ou fotógrafo. "Para quem empreende sozinho, a IA faz muita diferença. Você consegue fazer coisas que antes eram impensáveis sem uma equipe inteira", diz Leonardo Haddad, cofundador e responsável pela área de tecnologia do Stoqui.

O Stoqui é desenvolvido pela Versi, empresa de tecnologia especializada em inteligência artificial aplicada ao comércio. A meta da companhia é quadruplicar o número de usuários até o final de 2026, mirando principalmente comerciantes que ainda controlam vendas pelo celular sem nenhum sistema.

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