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STF julga Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil nesta terça por desvio de emendas

Primeira Turma decide futuro de parlamentares acusados de cobrar propina em troca de verbas da saúde para São José de Ribamar..

Carlos Leen
Por: Carlos Leen
09/03/2026 às 15h02
STF julga Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil nesta terça por desvio de emendas
Da esquerda para a direita: os deputados federais do PL Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa, denunciados pela PGR • Foto 1: Cleia Viana/Câmara dos Deputados; fotos 2 e 3: Mário Agra/Câmara dos Deputados

O Supremo Tribunal Federal iniciou o julgamento de uma denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República que envolve integrantes da bancada federal do Maranhão. O caso está sob relatoria do ministro Cristiano Zanin e apura suspeitas de irregularidades na destinação de emendas parlamentares voltadas à área da saúde.

De acordo com a acusação, o processo investiga a suposta solicitação de vantagem indevida relacionada ao envio de recursos federais para o município de São José de Ribamar. Segundo a denúncia, teriam sido solicitados cerca de R$ 1,67 milhão ao então gestor municipal, em troca da destinação de aproximadamente R$ 6,67 milhões em emendas parlamentares para ações na área da saúde.

Entre os citados no processo está o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL - MA), apontado pela acusação como um dos responsáveis pela articulação política das emendas.

A investigação também menciona a participação do deputado Pastor Gil (PL - MA), do suplente Bosco Costa (PL - SE) e de pessoas apontadas como intermediários nas negociações.

A Procuradoria sustenta que os fatos podem configurar crimes como corrupção passiva e participação em organização criminosa. Além da eventual responsabilização criminal, o Ministério Público pede, em caso de condenação, a perda dos mandatos parlamentares e o pagamento de indenização por danos morais coletivos.

O processo também cita o envolvimento de operadores financeiros e faz referência a movimentações bancárias que, segundo a investigação, teriam sido utilizadas para viabilizar os repasses.

Entre os nomes mencionados está o do empresário conhecido como Pacovan, que teria atuado nos bastidores do esquema e foi assassinado em 2024. A denúncia ainda aponta que valores teriam sido movimentados por meio de contas de terceiros, incluindo familiares de investigados.

Durante o julgamento, as defesas dos acusados deverão apresentar seus argumentos aos ministros do Supremo, contestando as acusações e a interpretação das provas apresentadas pela Procuradoria.

O caso tem repercussão política no Maranhão por envolver parlamentares em exercício e ocorre em meio às articulações partidárias e eleitorais que começam a se intensificar com vistas às eleições de 2026.

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