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Avanço da IA impõe novos métodos à indústria de software

A rápida adesão a tecnologias de Inteligência Artificial nos últimos cinco anos está transformando profundamente o mercado de desenvolvimento de so...

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
26/02/2026 às 12h15
Avanço da IA impõe novos métodos à indústria de software
NextAge

Desde o seu surgimento, a IA generativa foi a tecnologia com a adoção mais rápida de toda a história, ultrapassando até mesmo os computadores pessoais e a internet, segundo o estudo "The Rapid Adoption of Generative AI" (2024), publicado pela Harvard Business School. Essa velocidade de adoção reflete diretamente no mercado de trabalho, fazendo com que empresas precisem escolher entre integrar processos inovadores em sua rotina ou ficarem para trás. Diversos estudos comprovam esse cenário, como a pesquisa "State of Digital Adoption" (2024), que afirma que instituições que não investem em adoção digital perdem, em média, US$ 1,14 milhão por semana em produtividade reduzida. O impacto da IA atinge tanto o caixa das empresas quanto a carreira dos profissionais, que se veem obrigados a investir em novos conhecimentos técnicos para se manterem relevantes.

Atualmente, cerca de 92% dos cargos de tecnologia já estão exigindo reskilling e upskilling dos profissionais para conseguirem se manter no mercado de trabalho "The Transformational Opportunity of AI on ICT Jobs", 2024. Essa pressão por qualificação se intensificou ainda mais após a pandemia, quando o crescimento do trabalho remoto já havia elevado os requisitos para quem desejava se destacar na carreira. Entre as mudanças trazidas por esse novo momento, está o fenômeno que ficou conhecido como vibecoding, uma abordagem de programação auxiliada por LLMs que permite que os programadores gerem códigos apenas fornecendo descrições em linguagem natural. Entretanto, a prática exige cuidado: códigos gerados por IA são mais vulneráveis a ciberataques, conforme alerta o estudo "AI vs Human Code Generation Report" (2025).

Reconhecendo esse cenário de transformação, e entendendo a necessidade de garantir segurança e qualidade enquanto acompanham o ritmo acelerado exigido pelo mercado, empresas do ramo de desenvolvimento de software estão se reestruturando para atender a demanda crescente de negócios em busca da digitalização. A resposta encontrada foi a criação de produtos e estruturas que combinam a velocidade da inteligência artificial com a precisão da supervisão humana. Nela, os desenvolvedores utilizam os códigos gerados pela IA como ponto de partida para acelerar o ciclo, mas mantêm o controle sobre o produto final.

É essa a ideia aplicada na NextAge, empresa de desenvolvimento de software paranaense que desenvolveu sua própria metodologia de trabalho combinando IA e expertise humana. Segundo Juliano Haus, co-founder e diretor-executivo da NextAge, essa abordagem não só acelera entregas como impulsiona o crescimento profissional dos colaboradores. "Nós percebemos que, ao inserir ferramentas de IA no nosso fluxo, poderíamos trabalhar com muito mais velocidade, além de ampliar nosso leque com soluções criativas vindas de uma nova visão", explica Haus.

Mas a NextAge foi além da inovação metodológica. Entendendo que a transformação digital precisa estar ao alcance de todos os negócios, e não apenas das grandes corporações, a empresa evoluiu para um modelo de "Service as a Software". Diferente do modelo tradicional de desenvolvimento, essa modalidade funciona por assinatura mensal, permitindo que empresas de diversos portes acessem tecnologia de ponta sem os altos investimentos iniciais que normalmente seriam necessários. O modelo de IA Agêntica, desenvolvido pela NextAge, substitui a cobrança por hora por uma entrega baseada em resultados e tokens, derrubando as barreiras financeiras que antes impediam pequenas e médias empresas de competirem digitalmente. "Criamos uma ponte para que as pequenas e médias empresas não fiquem para trás na corrida tecnológica; com o modelo de assinatura de AI Units, elas passam a ter os mesmos recursos de uma big tech, mas pagando apenas pelo que consomem", destaca Haus. Essa democratização responde a uma necessidade eminente do mercado, pois, conforme pesquisas da Universidade de Xangai (2022), 92% das PMEs acreditam que a transformação digital é crucial para seus negócios.

Iniciativas como essas ajudam a explicar por que o Brasil está bem posicionado na corrida digital global. De acordo com o portal IT Fórum (2025), o país ocupa atualmente a 10ª posição no ranking mundial de investimentos em TI, consolidando-se como principal mercado emergente do setor. Isso demonstra que as mudanças trazidas pela IA, apesar de causarem incertezas iniciais, estão dando lugar a uma nova maturidade operacional quando empresas adotam as estratégias corretas. A inteligência artificial, quando integrada a metodologias de governança adequadas, não apenas acelera o ciclo de desenvolvimento, como eleva o nível técnico de equipes inteiras. O resultado é uma indústria mais preparada, mais ágil e com uma eficiência sem precedentes.

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