Domingo, 11 de Outubro de 2026
16°C 32°C
São Paulo, SP
Publicidade

IA deixa de ser tendência e vira infraestrutura nas empresas

Empresas brasileiras passam a integrar inteligência artificial à gestão e à infraestrutura operacional, acompanhando o avanço das arquiteturas digi...

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
20/02/2026 às 11h33
IA deixa de ser tendência e vira infraestrutura nas empresas
Banco de Imagens - Envato

Após a fase inicial de popularização da inteligência artificial generativa, a digitalização nas empresas passa a assumir contornos mais estruturais em escala global. Dados da International Data Corporation (IDC) indicam que os investimentos mundiais em infraestrutura para inteligência artificial atingiram o recorde de US$ 86 bilhões no terceiro trimestre de 2025, marcando a transição de projetos experimentais para um ciclo sustentado de expansão tecnológica. Segundo a consultoria, o movimento reflete o aumento da capacidade destinada ao treinamento e à operação de sistemas de IA, impulsionado por provedores de plataforma e empresas que ampliam investimentos para suportar cargas de trabalho cada vez mais complexas.

Embora os agentes de IA ainda estejam em fase inicial de adoção, eles já influenciam decisões de investimento e a forma como empresas estruturam sua infraestrutura tecnológica, seus dados e seus modelos de governança. O movimento indica uma mudança relevante na maneira como a tecnologia passa a ser tratada no ambiente corporativo. Em vez de ferramenta isolada, aplicação pontual ou diferencial de marketing, sistemas digitais passam a operar como infraestrutura invisível, incorporados à gestão, aos processos e à tomada de decisão.

Nesse estágio de maturidade, a inovação passa a se manifestar menos como vitrine tecnológica e mais na eficiência operacional, na previsibilidade e na capacidade de crescimento sustentável. "O principal desafio dessa transição não está na adoção da tecnologia em si, mas no nível de integração. Soluções avançadas tendem a gerar impacto limitado quando operam de forma desconectada da governança, dos fluxos internos e das métricas de desempenho", afirma Stefanno Polidoro, sócio-fundador e CEO da Quantum Holding.

Segundo Polidoro, o valor econômico da tecnologia tende a se consolidar quando ela passa a sustentar a operação de forma contínua, reduzindo decisões reativas, retrabalho e dependência de iniciativas isoladas. Nesse contexto, a digitalização deixa de ser tratada como um projeto paralelo e passa a integrar a arquitetura central das empresas, influenciando custos, produtividade e capacidade de execução em um ambiente econômico marcado por margens pressionadas e maior exigência por eficiência.

A Quantum Holding aplica essa abordagem ao integrar comunicação estratégica, tecnologia aplicada à gestão e ativos digitais próprios em diferentes verticais de atuação. A partir do desenho de processos e da organização da gestão, a aplicação de automação e inteligência artificial ocorre como camada operacional permanente, com acompanhamento por indicadores e foco em previsibilidade e desempenho.

Segundo Polidoro, essa abordagem exige uma inversão em relação ao discurso predominante sobre inteligência artificial. "Não se trata de vender ferramentas ou promessas de automação. O ponto central é desenhar processos, aplicar tecnologia onde ela realmente resolve problemas e acompanhar a execução com métricas claras. É assim que a inteligência artificial deixa de ser produto e passa a funcionar como infraestrutura", reforça.

Nesse contexto, a GrowthTec, vertical da Quantum Holding, especializada na estruturação de operações com tecnologia e inteligência artificial aplicada à gestão, adota uma abordagem IA First baseada na integração entre diagnóstico operacional, desenho de processos e execução contínua. "A premissa é que a tecnologia só produz ganhos estruturais quando incorporada à governança, aos fluxos decisórios e a métricas objetivas de desempenho. Na prática, a atuação se concentra na construção de operações menos dependentes de soluções pontuais, com uso de automação e inteligência artificial como camada permanente de eficiência", explica Polidoro.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Gemini
Tecnologia Há 1 dia

Industrialização e IA transformam construção civil

Inteligência artificial, BIM, Lean Construction e fabricação de componentes fora do canteiro modificam o planejamento, a execução e o controle de empreendimentos imobiliários, em um movimento voltado à produtividade, à padronização e à redução de ...

Tecnologia Há 1 dia

Jadlog amplia automação da triagem com sorter Pitney Bowes

A Jadlog instalou dois sorters da Pitney Bowes nas unidades do Rio de Janeiro e de Betim (MG). Os equipamentos processam até 5 mil pacotes por hora e 60 classificações simultâneas, buscando acelerar a triagem, reduzir erros e melhorar a previsibil...

Canva
Tecnologia Há 1 dia

Especialista alerta: a proteção vai além da marca

Embalagem copiada, software sem dono e fórmula levada por ex-funcionário são situações comuns que o registro de marca não resolve; especialista explica como evitar o prejuízo

João Rosa
Tecnologia Há 1 dia

Tecno it mira em crescimento e novos negócios em 2027

A Tecno it, empresa brasileira de tecnologia com mais de duas décadas de atuação, projeta para 2027 uma nova fase de expansão, com investimentos em inteligência artificial, data centers e cidades inteligentes. O movimento ocorre meses após a concl...

Imagem do Magnific/fanjianhua
Tecnologia Há 1 dia

Bancos elevam orçamento de tecnologia a R$ 50,4 bi em 2026

Levantamento da Febraban com a Deloitte destina R$ 3 bilhões a IA, Analytics e Big Data. Edson Silva, fundador e presidente da Nexxera, avalia que o retorno desses recursos depende da conexão entre dados, sistemas e participantes das relações come...