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Uso da Inteligência Artificial pede parâmetros éticos

Recurso tecnológico pode contribuir na busca pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, mas exige acesso equilibrado

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
16/02/2026 às 12h55
Uso da Inteligência Artificial pede parâmetros éticos
Latin American Quality Institute

A Inteligência Artificial (IA) pode acelerar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), mas sua disseminação sem parâmetros éticos e acesso equilibrado corre o risco de ampliar desigualdades. O alerta aparece na página 11 do relatório "Technology and Innovation Report – Inclusive Artificial Intelligence for Development" - Tecnologia e Inovação – Inteligência Artificial Inclusiva para o Desenvolvimento, em português, publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU), que examina impactos e desafios da governança global da tecnologia.

Na página 17, o documento aponta que o avanço da IA está concentrado em um número restrito de empresas e economias desenvolvidas. Ao mesmo tempo, países de renda média e baixa enfrentam deficiências em infraestrutura digital, como conectividade e capacidade computacional, o que pode aprofundar assimetrias caso não haja investimentos estruturais.

Os efeitos sobre o trabalho também entram no radar. Conforme a página 23, a tecnologia tende a alcançar grande parte das ocupações, com potencial de elevar a produtividade, mas igualmente de provocar reconfigurações de funções. Sem políticas robustas de qualificação e atualização profissional, a transição pode ampliar vulnerabilidades.

Já na página 37, o relatório identifica três vetores estratégicos para uma inserção mais equilibrada: infraestrutura, dados e competências. Esses elementos são apresentados como bases para que as nações não apenas utilizem sistemas inteligentes, mas construam capacidade própria de inovação e desenvolvimento.

Para Daniel Maximilian da Costa, fundador e principal executivo do Latin American Quality Institute (LAQI), o setor empresarial tem responsabilidade direta nesse processo. "A Inteligência Artificial não pode ser tratada apenas como vantagem competitiva. Ela precisa estar alinhada a uma estratégia de desenvolvimento que reduza desigualdades, fortaleça competências locais e amplie acesso à tecnologia. O mundo corporativo deve assumir protagonismo responsável, investindo em qualificação, infraestrutura e governança ética, para que a inovação gere valor econômico, mas também impacto social positivo e duradouro", afirma.

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