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IA generativa ganha espaço e redefine a criatividade em CSCs

Levantamento do IEG mostra avanço da IA generativa nos Centros de Serviços Compartilhados e aponta desafios na estruturação de equipes de dados e n...

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
30/01/2026 às 15h45
IA generativa ganha espaço e redefine a criatividade em CSCs
Imagem de DC Studio no Freepik

Pautas relacionadas à tecnologia, dados e inteligência artificial seguem em constante debate dentro e fora das empresas. Para 2026, uma das principais projeções é o fortalecimento da inteligência artificial (IA) como ferramenta de apoio aos processos criativos, atuando em parceria com a inventividade humana.

Um levantamento da MIA, plataforma de inteligência de mercado do IEG, mostra que a IA Generativa já é uma realidade para a maior parte dos Centros de Serviços Compartilhados (CSCs). Segundo a pesquisa, 58% das organizações afirmam utilizar a tecnologia, enquanto 29% informam estar em fase de testes. Outros 10% ainda não adotaram a IA Generativa, mas pretendem utilizá-la, e apenas 4% afirmam não usar nem ter planos de adoção.

Para Pedro Moi, sócio do IEG e responsável pela plataforma MIA, os dados refletem um mercado em plena transição, no qual as empresas analisam aplicações, riscos e benefícios antes de ampliar o uso da tecnologia.

"A IA Generativa tem ganhado cada vez mais espaço nos CSCs e já é vista como uma ferramenta estratégica. Sua disseminação contribui para o aumento da produtividade e da qualidade das entregas, permitindo que os profissionais concentrem esforços em atividades mais analíticas e estratégicas, enquanto algoritmos e análises preditivas tornam a tomada de decisão mais precisa", analisa.

Outro avanço destacado pelo especialista é a consolidação da integração entre criatividade e dados. Segundo ele, em 2026, as decisões criativas tendem a ser cada vez mais sustentadas por informações objetivas, como comportamento do consumidor, análises de cenários e indicadores de desempenho.

Apesar desse avanço, os dados da pesquisa revelam um desafio estrutural. De acordo com o levantamento da MIA, 69% dos CSCs ainda não dispõem de equipes dedicadas à inteligência de dados. Para Pedro Moi, o resultado evidencia um descompasso entre a crescente demanda por decisões orientadas por dados e a estrutura organizacional disponível nesses centros.

"Embora o uso de tecnologia, automação e inteligência artificial avance rapidamente, a ausência de equipes dedicadas pode limitar a capacidade de transformar dados em insights acionáveis, indicadores estratégicos e suporte efetivo à tomada de decisão", destaca.

Ele acrescenta que os CSCs vivem um processo de transformação marcado pela busca por eficiência operacional e maior maturidade analítica, embora apenas 31% contem com times formais de inteligência de dados. "Plataformas de inteligência permitem que líderes tomem decisões baseadas em informações concretas e cenários reais", afirma.

Criatividade, capacitação e propósito no centro da inovação

A formação de profissionais criativos também passa por um processo de transformação que promete redesenhar os caminhos da inovação, da tecnologia e dos negócios no Brasil. Como mostra o Relatório sobre o Futuro dos Empregos 2025, promovido pelo Fórum Econômico Mundial, a criatividade está entre as dez habilidades com maior índice de crescimento até 2030.

De acordo com o sócio do IEG, o cenário aponta para a valorização de competências híbridas, que combinam criatividade, pensamento crítico, domínio tecnológico e inteligência emocional.

"Nesse contexto, a criatividade deixa de ser vista como um dom individual e passa a ser tratada como uma habilidade a ser desenvolvida de forma estruturada, por meio de programas de educação corporativa, treinamentos práticos e experiências imersivas", explica.

Em ambientes que exigem a resolução de problemas cada vez mais complexos, a criatividade assume papel central. Segundo o especialista, os desafios globais se tornam mais multifatoriais, demandando pensamento sistêmico, colaboração e inovação contínua.

Além disso, o uso estratégico da criatividade na experiência de clientes e colaboradores consolida-se como diferencial competitivo, especialmente em setores que buscam eficiência sem perder a humanização.

"Em 2026, criatividade, tecnologia e automação caminham juntas para criar jornadas mais fluidas, personalizadas e inteligentes, tanto para clientes quanto para equipes internas. O foco vai além da eficiência operacional e passa a estar na geração de valor percebido e conexão", afirma.

Por fim, Pedro Moi reforça que a criatividade tende a estar cada vez mais associada a propósito e impacto. "Consumidores, colaboradores e parceiros esperam que as empresas utilizem a criatividade não apenas como ferramenta comercial, mas como meio para promover transformações positivas, resolver problemas reais e contribuir para um futuro mais sustentável", conclui.

Para mais informações, basta acessar: https://ieg.com.br/

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