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Estratégia dupla reduz custos e amplia lucro no delivery

Pesquisa Raio X do Delivery, promovida pela Consumer, aponta economia de R$ 10 milhões em taxas de delivery com uso estratégico de canais próprios

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
30/01/2026 às 15h01
Estratégia dupla reduz custos e amplia lucro no delivery
Consumer

O levantamento Raio X do Delivery, desenvolvido pela Consumer, identificou uma economia de R$ 10 milhões em taxas de delivery devido ao uso estratégico de aplicativos de entrega como canais de aquisição e ao fortalecimento dos canais próprios para a realização dos pedidos.

De acordo com a pesquisa, os estabelecimentos faturaram mais de R$ 83 milhões em canais próprios. Os dados foram coletados entre 1º de janeiro e 15 de outubro de 2025 de dez mil restaurantes que utilizam a plataforma Consumer.

Renato Almeida, CEO da Consumer, detalha a principal estratégia identificada pelo relatório. "A criação de um ‘Funil de Vendas Híbrido’ permitiu que os restaurantes mais lucrativos utilizassem os marketplaces como grandes vitrines para atrair novos clientes, mas concentrassem o ganho na conversão imediata para o canal próprio".

O CEO conta que esses estabelecimentos enviam materiais físicos junto aos pedidos, como flyers com QR Codes e cupons exclusivos, incentivando a recompra, o que permite pagar a taxa de aquisição apenas uma vez e fidelizar o cliente em uma plataforma livre de comissões, gerando a economia observada no longo prazo.

Para o executivo, a combinação de aplicativos de delivery e canais próprios permite equilíbrio entre visibilidade e lucratividade e a redução das taxas é uma consequência natural dessa migração estratégica da base de clientes.

"O marketplace traz volume e o canal próprio traz margem. Quem opera apenas no marketplace vê a margem ser corroída à medida que cresce, enquanto quem opera no modelo combinado usa estratégias para migrar a base de clientes para o seu ecossistema próprio", enfatiza Almeida.

Erros frequentes e principais ganhos

O levantamento identificou dois erros críticos na gestão de aplicativos de delivery que elevam os custos dos restaurantes. O primeiro é a chamada "cegueira de canal", quando o marketplace é tratado como único canal; e o segundo é a falta de engenharia de cardápio, quando produtos são cadastrados sem estratégia.

"A taxa cobrada funciona como um custo de aquisição de cliente (CAC); ignorar o aplicativo como ferramenta de marketing é um erro grave. Já a falta de análise de dados desperdiça o potencial de uma gestão data-driven de ajustar o cardápio para maximizar o ticket médio e cobrir os custos operacionais. Muitos gestores só percebem o impacto quando a margem já está comprometida", exemplifica o executivo.

A economia pode ser proporcional para pequenos, médios e grandes restaurantes, mas o impacto estratégico varia conforme o porte. Segundo ele, economizar entre 12% e 30% das taxas dos aplicativos pode ser determinante para a saúde financeira de pequenos negócios e permite que grandes redes reinvistam em expansão física ou em marketing.

"A tecnologia da Consumer busca democratizar a rentabilidade, ao possibilitar que um pequeno delivery de bairro tenha a mesma ferramenta de vendas diretas que uma grande franquia, nivelando o jogo contra as taxas, sem demonizar os marketplaces, que continuam sendo parceiros de tráfego", destaca o CEO.

O executivo pontua que o maior ganho ao otimizar o uso dos canais de venda é a eficiência operacional, obtida ao centralizar pedidos de delivery, salão e totens em um único sistema de gestão, com potencial de reduzir os erros humanos.

"Isso deixa a cozinha mais organizada, com menos pedidos errados, e a equipe menos estressada. O resultado não é apenas financeiro, o cliente recebe o pedido mais rápido e o funcionário trabalha melhor. Em um setor com alta rotatividade, melhorar a qualidade de vida no trabalho com tecnologia é um diferencial competitivo enorme", afirma Almeida.

A pesquisa da Consumer revela que a automação híbrida é uma das tendências que devem ganhar força no mercado de delivery nos próximos anos. O crescimento de 4,9% no uso de comandas digitais e, principalmente, o salto de 11% na adoção de totens de autoatendimento indicam que o futuro é "Phygital" (Físico + Digital).

"A tendência é clara: restaurantes usarão a tecnologia para resolver a escassez de mão de obra, permitindo que o cliente faça o pedido sozinho (no totem ou app), enquanto a equipe humana foca na hospitalidade e na qualidade do produto. O delivery continua forte, mas o salão volta a ser protagonista de faturamento, agora muito mais inteligente e automatizado", conclui o CEO da Consumer.

Para ter acesso ao relatório completo "O Raio X do Delivery", basta clicar no link: https://blog.consumer.com.br/relatorio/

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