
Quando assumiu a prefeitura de Imperatriz, Rildo Amaral (PP) foi enfático: "Vou bater na porta de quem puder ajudar Imperatriz. E quem estender a mão, eu vou fazer questão de agradecer".
Doze meses depois, o balanço de 2025 revela que a estratégia da gratidão política funcionou como uma chave mestra.
A cidade, que outrora parecia isolada em conflitos institucionais, tornou-se rota obrigatória para autoridades estaduais e federais. Se a política é a arte da composição, Rildo provou ser um exímio maestro ao transformar parcerias em canteiros de obras.
A Cura pelo Investimento
O salto mais visível ocorreu na saúde. A inauguração de um hospital moderno para média e alta complexidade na Região Tocantina é o maior trunfo da gestão até aqui. Com 153 leitos (incluindo 33 de UTI entre adultas e pediátricas) e capacidade para 400 cirurgias mensais, a unidade promete estancar a histórica dependência de deslocamentos para São Luís.
Internamente, o "Socorrão" — antes símbolo de precariedade — começou a respirar.
Quatro enfermarias foram entregues totalmente reformadas, do piso ao teto. O detalhe, porém, está na engenharia social da gestão: Rildo conseguiu envolver o setor privado e o Judiciário. "Carlos Lucena, da Auto Tintas, doou as tintas; o Ministério Público doou as centrais de ar", pontua o prefeito, que já iniciou a transferência de pacientes para abrir frentes de reforma em novas alas.
Asfalto e Microeconomia
Na infraestrutura, os números impressionam: 100 quilômetros de nova pavimentação em 2025.
O feito, classificado pelo prefeito como inédito, contou com a digital do Ministro do Esporte, André Fufuca, e do Governador Carlos Brandão.
Enquanto as máquinas trabalhavam nas avenidas, a "Feirinha da Prefs" cuidava da base da pirâmide. Desde julho, o projeto movimentou mais de R$ 200 mil em 17 edições, provando que a microeconomia local precisava apenas de um palco para girar.
No campo da segurança, o cumprimento de uma promessa de campanha: a guarda municipal saltou para 101 agentes, reforçando o patrulhamento preventivo.
Apesar do entusiasmo, a realidade das ruas impõe um banho de pragmatismo. Nem tudo são flores na "Princesa do Tocantins". A gestão Rildo Amaral herdou um passivo de abandono que o asfalto novo ainda não conseguiu cobrir por completo.
Bairros históricos, como a Vila Nova, apresentam um cenário de destruição que contrasta violentamente com as áreas em desenvolvimento da cidade. Ruas inteiras continuam arrasadas, desafiando a agilidade da Secretaria de Infraestrutura.
Contudo, o "calcanhar de Aquiles" permanece sendo o saneamento básico. Imperatriz ainda vive o drama de uma rede de esgoto praticamente inexistente.
O índice de residências com acesso a tratamento é ínfimo, um problema estrutural que afeta a saúde pública e a valorização imobiliária.
O primeiro ano foi de arrumação da casa e colheita de frutos de parcerias políticas sólidas.
Rildo Amaral entra em 2026 com capital político em alta, mas sob o escrutínio de quem espera que o "renascimento" chegue também minimamente aos bairros.
Se 2025 foi o ano da diplomacia e das grandes obras, 2026 será o ano de enfrentar os problemas crônicos de Imperatriz.