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Monday.com divulga previsões globais para 2026

Com insights de líderes globais, a monday.com descreve como automação, plataformas unificadas e criatividade humana irão convergir para impulsionar...

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
16/12/2025 às 13h16

A monday.com Ltd. (NASDAQ: MNDY) divulgou suas previsões para 2026 com base em análises de sua equipe executiva global. Em conjunto, suas perspectivas apontam para um ano em que a inteligência artificial (IA) se torna o centro operacional das organizações modernas. Em vez de atuar como uma ferramenta auxiliar, a IA passará a moldar estratégias de crescimento, definir como as equipes colaboram e influenciar a forma como líderes tomam decisões. 

A transformação começa com uma mudança fundamental na forma como as empresas operam e no papel da liderança financeira nesse processo. Eliran Glazer, Chief Financial Officer da monday.com, afirma que “os CFOs estarão no centro dessa mudança”. A IA fortalecerá a previsão e a capacidade analítica, enquanto as pessoas continuam responsáveis pela decisão final. Ele enfatiza que a tecnologia aprimora a intuição dos líderes em vez de substituí-la, permitindo agir com mais rapidez, manter agilidade e conduzir as empresas em cenários de mercado imprevisíveis.

Na América Latina, essa mudança assume características próprias. Maurício Prado Silva, General Manager da monday.com na região, destaca que “2026 será marcado pela ascensão dos agentes de IA capazes de automatizar fluxos de trabalho end-to-end”. Mauricio acredita que as empresas da região já consolidaram o trabalho híbrido inteligente, passando de uma mentalidade logística para operações totalmente digitais e baseadas em dados. Com a fragmentação e a falta de contexto compartilhado tornando-se grandes obstáculos para a produtividade, Mauricio prevê que plataformas unificadas terão impacto real e visível ao trazer mais clareza às equipes e liberar tempo para criatividade, pensamento estratégico e tomada de decisão de alto valor.

Essa evolução acompanha uma tendência global em direção a organizações que dependem cada vez mais de sistemas autônomos para executar o trabalho. Daniel Lereya, Chief Product and Technology Officer, pondera que “o próximo ano marcará a adoção em larga escala de agentes de IA em funções de suporte, entrega e atendimento ao cliente”. À medida que agentes começam a executar tarefas de forma independente, ele prevê que as empresas se tornarão mais enxutas, com uma força de trabalho digital atuando em velocidade e escala. Novas funções surgirão para treinar e orquestrar esses sistemas, transformando a forma como as equipes crescem e como as empresas estruturam suas operações. Ele acrescenta que, à medida que barreiras para construção de agentes diminuem e as pessoas utilizam ferramentas intuitivas para criar fluxos personalizados, o software deixará de ser apenas uma ferramenta e se tornará um colaborador ativo que evolui junto com seus usuários.

Ainda que as organizações se tornem mais eficientes por meio de automação e agentes de IA, os líderes precisarão garantir que elementos humanos de criatividade, empAitia e comunicação genuína permaneçam centrais. “O crescimento da presença da IA não substituirá a necessidade de originalidade ou conexão significativa com o público”, avalia Harris Beber, Chief Marketing Officer. Harris ressalta que, embora a inovação esteja acelerando rapidamente, o progresso em 2026 continuará dependendo da compreensão das pessoas. Mesmo com o aumento de produtividade proporcionado pela IA, ele acredita que as marcas mais fortes serão aquelas que combinarem criatividade com profundo entendimento do público, usando tecnologia para potencializar suas forças humanas. À medida que as redes sociais se enchem de conteúdo genérico produzido por IA, a autenticidade será o fator de diferenciação. Harris destaca que a tolerância para experiências imperfeitas está chegando ao fim e que o sucesso será medido por uso, engajamento e experiência real, à medida que as empresas focam em entregar valor por meio de interações simples e agradáveis.

No nível de liderança, Nicole Leib, Regional Vice President of People, Americas & Global Head of Inclusion, prevê que a questão central não será o quão bem as empresas utilizam IA, mas como elas pensam, se adaptam e lideram suas equipes ao lado dela. Ela destaca que, à medida que a IA se integra profundamente ao trabalho diário, o pensamento crítico surgirá como uma capacidade essencial. A habilidade de questionar resultados, desafiar suposições e interpretar informações dentro de um contexto real será crucial. Ela acrescenta que líderes que conectarem tecnologia e pessoas, criando ambientes que priorizam flexibilidade, propósito e impacto, estarão mais preparados para conduzir equipes cada vez mais fluidas.

Coletivamente, as previsões dos executivos da monday.com mostram que 2026 será marcado por uma combinação entre tecnologia avançada e liderança humana. A IA trará benefícios estruturais em termos de eficiência e escala, enquanto o sucesso duradouro dependerá da capacidade das empresas de integrar essas capacidades a decisões cuidadosas, culturas adaptáveis e abordagens centradas nas pessoas.

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