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Sobre as novas medidas e restrições anunciadas pelo Governo Estadual e o que podemos fazer

Sobre as novas medidas e restrições anunciadas pelo Governo Estadual e o que podemos fazer

Por: Carlos Leen
03/03/2021 às 17h01
Sobre as novas medidas e restrições anunciadas pelo Governo Estadual e o que podemos fazer

O governador Flávio Dino anunciou novas medidas de mais restrição na circulação de pessoas, por conta do descontrole da pandemia. No dia de hoje, algumas manifestações se fazem nas redes sociais contra o governador. Vários pronunciamentos de segmentos empresariais estão nas redes, criticando as restrições. “Queremos trabalhar”, bradam.

Paralelo a isto, setores da sociedade criticam o governo por não estabelecer um lockdown pleno no Maranhão, ou tomar medidas mais duras, diante da gravidade da emergência sanitária. É compreensível. O governador mais acerta do que erra nesta verdadeira guerra.

Diferentemente do que alguns possam crer, existe muita gente, do povo mesmo, muitas forças políticas e econômicas poderosas, que pensam como Bolsonaro, e estão colocando os governadores numa situação de perde-perde. Se restringem a circulação de pessoas, serão responsabilizados pela fome e quebradeira causados pelas restrições. Se não restringem, serão responsabilizados pelo colapso nos sistemas de saúde e pelas mortes que ja batem recordes.

É neste fio de navalha que os governadores estão se equilibrando, a exemplo do governador Flávio Dino. Não é tarefa simples encontrar um equilíbrio, e o fator de maior instabilidade é o governo federal liderado por Bolsonaro: sabota a compra de vacinas, incentiva a circulação e aglomeração de pessoas, critica o uso de máscaras, bloqueia o auxílio emergencial. Todas as medidas necessárias e urgentes são boicotadas pelo presidente genocida.

Bolsonaro, da forma mais cretina possível, tem se aproveitado da pandemia pra fazer guerra política com os governadores e para chantagear a sociedade trocando auxílio emergencial por direitos sociais e medidas de doutrina ultraliberal.

Tudo isso acontece sem o povo poder ir pra rua protestar e construir uma correlação de forças em favor da razão e da vida. Nunca pensei viver uma situação como essa. Que podemos fazer, no micro e no macro?

1. Usar máscaras e ter os cuidados de higienização;

2. Manter o máximo distanciamento social possível;

3. Manter uma mobilização social nas redes alertando para o perigo e sensibilizando as pessoas próximas;

4. Ajudar na arrecadação de alimentos para combater a fome dos que estão nesta situação e ao nosso alcance;

5. Exigir dos deputados e senadores firmeza na aprovação de um auxílio emergencial já, pois isto é pré condição para as autoridades exigirem distanciamento e avançar para um lockdown;

6. Exigir vacinação rápida da nossa população, cobrando, ainda mais, de deputados e senadores;

7. Cobrar de prefeitos e governadores que não façam festa com as míseras vacinas que estão chegando, pois são absolutamente insuficientes para fazer recuar a epidemia. O uso político dessas poucas doses causa um efeito danoso na consciência do povo, que acaba achando que já está solucionado e pode relaxar;

8. Construir da forma mais ampla possível o isolamento do governo Bolsonaro, e nisto estou muito satisfeito com o trabalho e desempenho do PCdoB, com sua bancada federal, seu único governador - que se agiganta nesta crise -, e nossas lideranças.

É o que podemos fazer.

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