Sexta, 09 de Outubro de 2026
22°C 35°C
São Paulo, SP
Publicidade

Leis asseguram tratamentos e acesso a saúde para autistas

Klícia Garcia, advogada especializada em Direito da Saúde, explica os direitos das pessoas com autismo e como funcionam as coberturas dos planos. S...

Carlos Leen
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino
19/11/2025 às 14h07
Leis asseguram tratamentos e acesso a saúde para autistas
Imagem de jcomp no Freepik

O último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), feito em 2022, identificou que o Brasil possui 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA). Esse grupo, que corresponde a 1,2% da população brasileira, tem direitos garantidos por lei.

O principal marco legal é a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Como explica Klícia Garcia, advogada especialista em autismo e Direito da Saúde, o texto equipara o autista à pessoa com deficiência e assegura o acesso à saúde e aos tratamentos necessários.

Em 2020, foi sancionada a Lei nº 13.977, batizada de Lei Romeo Mion, que estabelece uma Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). "Também são fundamentais a Lei nº 9.656/1998, que regula os planos de saúde, e a Lei nº 14.454/2022, que atualizou a interpretação sobre o rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), além da Resolução Normativa nº 539/2022", diz Klícia.

Essa resolução determina acerca da cobertura de terapias prescritas pelo médico e limite de sessões, incluindo psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e fisioterapia. 

"Em setembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o rol de procedimentos da ANS é a regra principal de cobertura dos planos de saúde. Contudo, a Corte manteve exceções: quando o tratamento é prescrito pelo médico assistente, não há alternativa eficaz no rol, existe comprovação científica de eficácia e segurança e registro na Anvisa, o plano pode ter que custear o procedimento", explica Klícia.

O rol de procedimentos da ANS, ao qual a advogada se refere, é uma lista que define quais exames, consultas, tratamentos, cirurgias e medicamentos os planos de saúde são obrigados a oferecer aos seus beneficiários. 

A via judicial é uma opção quando há negativa de cobertura, limitação do número de sessões ou ausência de rede credenciada especializada, destaca a advogada. Nessas situações, o paciente ou seus responsáveis podem ingressar com uma ação e solicitar uma liminar, que pode permitir o início imediato do tratamento enquanto o processo é analisado, explica a profissional.

Ela acrescenta que "quando o plano reduz as horas prescritas pelo médico ou não possui clínicas habilitadas na região, o Judiciário pode reconhecer o direito à cobertura integral ou ao reembolso total das despesas particulares, evitando que o tratamento seja interrompido".

No entanto, Klícia considera que ainda há dificuldades na aplicação uniforme das normas e na fiscalização sobre descumprimento das coberturas obrigatórias. "O desafio está em transformar direitos legais em direitos efetivos. Enquanto persistirem negativas e ausência de rede especializada, algumas famílias continuarão precisando buscar o Judiciário para garantir o tratamento prescrito", salienta.

Para saber mais, basta acessar o site: https://kliciagarcia.com.br/

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Créditos: AGSSO
Sociedade Há 5 horas

FAP 2027 é divulgado e abre alerta para custos das empresas

Empresas podem contestar índice entre 1º e 30 de novembro; fator pode reduzir pela metade ou dobrar contribuição sobre riscos do trabalho e reforça atenção à gestão de saúde e segurança ocupacional

João Teles / Engenho Comunicação
Sociedade Há 8 horas

Kátia Cubel fala sobre reputação na infraestrutura

A jornalista e consultora Kátia Cubel (@katiacubel) participa do seminário Mulheres a Bordo 2026, em 15 de outubro, na ANTT, em Brasília, com palestra sobre reputação, posicionamento e credibilidade nos setores de logística e infraestrutura

(Reprodução/Pexels/Hannah Barata)
Sociedade Há 11 horas

Dia das Crianças reforça busca por brincadeiras offline

Pesquisas de 2026 mostram avanço dos brinquedos entre as intenções de presente para a data, enquanto celulares perdem espaço. Movimento acompanha busca por alternativas ao uso de telas e por momentos de convivência familiar.

Milca Santos
Sociedade Há 13 horas

Os desafios para industrializar minerais críticos

Seminário em Brasília reúne governo, parlamentares, empresários e especialistas para discutir desafios e apontar rumos para o país industrializar minerais essenciais para diversas finalidades, como a transição energética. Autoridades e empresários...

Imagem do Magnific/dimaberlin
Sociedade Há 1 dia

Consulta integrativa orienta rejuvenescimento após os 40

Médica à frente da Clínica TG, em Porto Alegre, Telma Giordani apresenta a avaliação que reúne pele, cabelo, fase hormonal, exames e hábitos antes da indicação de procedimentos, com plano de longo prazo e foco em resultados naturais