
No antigo Império Romano a diversão de patrícios e plebeus se dava através dos violentos combates no Coliseum, famoso estádio onde lutas entre gladiadores e leões ferozes conviviam com o cotidiano do seu povo afeito a guerra. Foi assim que durante treze séculos, Roma conviveu com inimigos tanto dentro quanto fora das fronteiras até ruir por falta de organização política e incapacidade militar para conter os povos bárbaros.
O entretenimento romano era um reflexo da cultura de seu povo, voltado para a a dominação através da força física. Nada mais lógico que na atualidade o entretenimento do brasileiro seja também um reflexo deste mesmo Brasil de agora. Manipulação e abusos psicológicos tornaram-se frequentes no reality show mais assistido do país e não adianta você fingir que não está sabendo de nada. Se não for algum familiar comentando sobre, são as redes sociais que atualizam os informes do BBB.
Nem adianta culpar a Globo pelo comportamento tóxico, abusivo, contraditório e hipócrita de ídolos da lacrolândia identitarista onde reinam as micro narrativas autofágicas. Ali foi preto massacrando preto e homossexuais praticando homofobia, e a Globo depois implorando jogo limpo.
Voltando a Roma: “A César o que é de César”. O BBB tem suas regras, e as regras incentivam a exposição do comportamento humano. Mas até para estas regras, o(a)s “lacradoras (as)” passaram dos limites.
E aí você pode até dizer “ah, mas nunca antes teve o BBB desse jeito aí!” Pois é, mas você se lembra de um Brasil como esse de agora, que estamos vivendo ?
Um Brasil onde lideres políticos mentem, manipulam, fazem disparos em massa de mentiras nas redes sociais. Um Brasil onde reina a fake news e a pós-verdade conveniente.
Assim como na Roma antiga, o público ainda ama vísceras expostas. O atual BBB é pedagógico em vários sentidos.