
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), rejeitou a indicação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para a liderança da Minoria.
A manobra da oposição buscava blindar o deputado de uma eventual cassação por faltas não justificadas, já que o cargo dispensaria registro de presença.
Motta se baseou em parecer da Secretaria-Geral da Mesa, que apontou a incompatibilidade entre ausência do território nacional e o exercício de uma liderança parlamentar.
Eduardo permanece nos EUA, onde faz lobby por sanções contra o Brasil e autoridades, incluindo o ministro do STF Alexandre de Moraes.
A licença de 120 dias do parlamentar terminou em julho e, desde então, suas faltas vêm sendo contabilizadas.
Em paralelo, ele responde a processo no Conselho de Ética, que pode resultar em cassação.
Na segunda-feira (22), a PGR denunciou Eduardo e o influenciador Paulo Figueiredo por coação no curso do processo da trama golpista.
No mesmo dia, o governo Trump anunciou sanções que atingiram a mulher de Moraes e o advogado-geral da União, Jorge Messias, que teve o visto revogado.