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Justiça eleitoral cassa mandato do prefeito de Nova Olinda do Maranhão

De acordo com a sentença, a chapa eleita em 2024 cometeu diversas irregularidades, como compra de votos, distribuição de materiais de construção, promessa de cargos e repasses de dinheiro em espécie e via PIX.

Por: Carlos Leen Fonte: John Cutrim
22/08/2025 às 13h19
Justiça eleitoral cassa mandato do prefeito de Nova Olinda do Maranhão
Ary Menezes Fernandes, e do vice, Ronildo Costa. Foto: Internet.

A Justiça Eleitoral cassou nesta sexta-feira (22) os mandatos do prefeito de Nova Olinda do Maranhão, Ary Menezes Fernandes, e do vice, Ronildo Costa de Carvalho. A decisão foi proferida pela juíza Patrícia Bastos de Carvalho Correia, da 80ª Zona Eleitoral de Santa Luzia do Paruá, em ação movida pela ex-candidata Thaymara Muniz.

De acordo com a sentença, a chapa eleita em 2024 cometeu diversas irregularidades, como compra de votos, distribuição de materiais de construção, promessa de cargos e repasses de dinheiro em espécie e via PIX, além de doações de telhas e promessas de cargos na prefeitura, confirmados por testemunhas durante o processo. Testemunhas também relataram ameaças a eleitores que se recusaram a apoiar os investigados.

A magistrada destacou que a vitória de Ary Menezes ocorreu por apenas dois votos de diferença em relação a Thaymara Muniz, o que demonstraria a influência direta das práticas ilegais no resultado do pleito. Para ela, houve abuso de poder econômico e violação da liberdade do voto.

A defesa dos cassados alegou ilegalidade nas provas e tumulto processual, mas os argumentos foram rejeitados. A juíza considerou os indícios robustos, confirmados por testemunhos e até mesmo por reportagens nacionais.

Com a decisão, Ary Menezes e Ronildo Costa ficam inelegíveis por oito anos, foram multados em R$ 25 mil cada e tiveram os diplomas cassados. O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) já foi comunicado para convocar novas eleições. Até lá, o Executivo municipal será comandado pelo presidente da Câmara de Vereadores.

O processo também foi remetido ao Ministério Público Eleitoral, que deverá apurar possíveis responsabilidades criminais, incluindo denúncias de violência política de gênero durante a campanha.

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