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Pesquisa financiada pela Fapema evidencia desafios do aleitamento materno exclusivo em crianças menores de seis meses
Uma pesquisa realizada nas unidades básicas de saúde de Imperatriz (MA) revelou que apenas 51,2% das crianças com menos de seis meses estão em alei...
14/08/2025 15h43
Por: Carlos Leen Fonte: Secom Maranhão

Uma pesquisa realizada nas unidades básicas de saúde de Imperatriz (MA) revelou que apenas 51,2% das crianças com menos de seis meses estão em aleitamento materno exclusivo (AME). O dado preocupa profissionais de saúde e reforça a necessidade de ações contínuas de incentivo à amamentação. O estudo também aponta que 41% das mães relataram dificuldades para manter o AME, entre elas dor, pega incorreta, baixa produção de leite e recusa do bebê.

Desenvolvida pelo pesquisador João Rodrigo Araújo da Silva, vinculado ao campus avançado Bom Jesus, da Universidade Federal do Maranhão (Ufma), a pesquisa teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema). Intitulada “Conhecimentos e prática dos profissionais de saúde sobre aleitamento materno na atenção primária à saúde”, a pesquisa também contou com a colaboração da bolsista Kethlen Pereira e orientação da professora Floriacy Stabnow. Ele se destaca por investigar tanto o comportamento das mães, quanto a atuação de médicos, enfermeiros, técnicos e agentes comunitários de saúde no processo de amamentação.

Outro dado relevante foi a constatação do uso precoce de mamadeiras e chupetas, com impacto direto na interrupção do aleitamento exclusivo. Apenas 5% das crianças menores de seis meses, que usavam mamadeira, permaneciam em AME, mostrando a interferência negativa dos bicos artificiais.

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A pesquisa também apontou que o tipo de parto influencia o início da amamentação. Entre as mães que tiveram parto normal, 92,2% conseguiram amamentar na primeira hora de vida. Já nas cesarianas, o índice foi de 85,5%, ainda significativo, embora com mais obstáculos, devido à recuperação pós-cirúrgica.

“Além de mapear essas dificuldades, o trabalho identificou deficiências na formação técnica dos profissionais de saúde, o que compromete a qualidade do apoio oferecido às mães. A maioria não aborda adequadamente o tema durante o pré-natal ou o pós-parto imediato, o que agrava os desafios enfrentados por lactantes” conta João Silva.

Com o apoio da Fapema, a pesquisa se insere em uma política pública estadual, voltada para o fortalecimento da ciência e da saúde. “O incentivo à produção científica regional qualifica os serviços de saúde, assim como contribui para o desenvolvimento sustentável do Maranhão, sobretudo em municípios do interior”, observa o presidente da Fapema, Nordman Wall.

Entre os objetivos do estudo estão avaliar o conhecimento técnico dos profissionais, identificar a frequência de abordagem do tema nas consultas, caracterizar seus perfis e apontar práticas de apoio efetivo à amamentação. A pesquisa também recomenda a realização de ações educativas contínuas, rodas de conversa e o fortalecimento do vínculo entre profissionais e mães.

Ao apoiar iniciativas como esta, a Fapema reafirma seu compromisso com o fomento a pesquisas que geram impacto real na vida das pessoas. As ações da fundação estão alinhadas às do Governo do Maranhão, que este mês, lançou a campanha Agosto Dourado 2025, com o tema “Cada gota carrega uma esperança”. O objetivo é reforçar a importância do aleitamento materno como estratégia fundamental de saúde pública, ao mesmo tempo em que investe no futuro do estado por meio de ciência, educação e políticas sociais integradas.