Política Mulheres
Entidades ligadas aos Direitos das Mulheres emitem nota de repudio pela escolha de nova secretária Abigail Cunha
Abigail é esposa do prefeito da cidade de Barra do Corda, Rigo Teles, também do PL, e não tem histórico de luta ou defesa dos direitos femininos.
07/03/2023 09h14 Atualizada há 3 anos
Por: Carlos Leen
Em meio a polêmica sobre racismo estrtural, Abigail toma posse

Entidades representativas das mulheres maranhenses divulgaram, na última sexta-feira, nota de repúdio contra a nomeação da deputada estadual Abigail Cunha (PL) no cargo de secretária estadual da Mulher.

Abigail é esposa do prefeito da cidade de Barra do Corda, Rigo Teles, também do PL, e não tem histórico de luta ou defesa dos direitos femininos.

Racismo estrutural

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Pesa ainda em desfavor da nova secretária das mulheres um caso classificado pela literatura sociológica, como “racismo estrutural” que é quando a pessoa explicita indiretamente a condição de preconceito ou superioridade de maneira mais sutil e complexa.

O racismo estrutural pode ser visto em diferentes aspectos da vida em sociedade, como no acesso desigual a oportunidades educacionais, empregos, moradia, saúde e justiça.

O Governo e a parlamentar ainda não se pronunciaram sobre o assunto.

O editor do Blog deixa espaço aberto para o contraponto caso queriam fazê-lo.

A nota assinada por pelo menos 50 entidades foi divulgada pelo Fórum Maranhense de Mulheres. 

“Causa espanto e revolta a todo movimento de mulheres do Maranhão a indicação para a SEMU de uma deputada estadual recém empossada sem histórico nas lutas em prol dos direitos humanos básicos, a exemplo da igualdade de gênero para as mulheres. E para agravar a falta de conhecimento da pasta a deputada está sendo exposta nas redes sociais por postagens que denunciam o classicismo e o racismo”, diz o documento.

“Com a indicação da deputada Abigail Cunha, o Maranhão parece estar fazendo caminho inverso ao permitir que o órgão responsável pelas políticas públicas para as mulheres seja tratado como uma Secretaria meramente decorativa, sem orçamento e sem poder para atuar na articulação transversal, ora servindo como moeda de troca em negociações políticas. Nessa perspectiva, a indicação da deputada para a SEMU, em pleno mês de março, desrespeita todo movimento de mulheres do Maranhão”, completou.