Cerca de quase dezesseis horas de encerrado a contagem dos votos validos a presidente da republica e após o TSE reconhecer formalmente a vitória do candidato do PT, Luís Inácio Lula da Silva como o novo presidente do Brasil, nada ainda de reconhecimento oficial do candidato derrotado Jair Bolsonaro. Pelo menos não até o momento da publicação destas linhas. São pontualmente 12:45 minutos do dia.
Não é de hoje que o mandatário máximo se comporta como criança que perdeu a partida e foi correndo para casa se trancar em um silêncio vexatório, digno de um João Figueiredo saindo do Planalto para não passar a faixa a José Sarney em 1985. Com a diferença: não pôde levar consigo a bola do jogo.
Não vencemos apenas uma eleição. Vencemos uma quadrilha miliciana, não republicana, que passou todo o tempo no poder planejando um golpe, usou de absolutamente todos os artifícios para quebrar a nossa democracia e suas instituições, até no dia da eleição, bloqueando o acesso dos eleitores do Nordeste às urnas.
Mesmo assim, vencemos com mais de 2 milhões de votos de dianteira. Só Lula seria capaz deste feito, de unir a militância progressista, apaixonada, com a centro direita e com setores da direita brasileira.
Não fosse isso, hoje sabemos sem dúvida, não teríamos parado o projeto genocida e miliciano no poder. A luta vai continuar.
A extrema direita se organizou em Estados importantes, como São Paulo, e teremos muito a fazer daqui pra frente: mobilização popular, projetos estratégicos de recuperação da política para melhorar de fato a vida do povo.
E Bolsonaro e seus comparsas milicianos, como o Diretor da PRF, devem pagar rigorosamente pelos crimes cometidos. Com os sigilos de 100 anos abertos por Lula, não será missão tão difícil.
À luta minha gente!