A Câmara Municipal de Imperatriz votou nesta quarta, 07, pela reprovação das contas do ex-prefeito Assis Ramos (PL) referentes aos anos de 2017 e 2018, em discordancia ao parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
O que seria um rito técnico transformou-se num julgamento político carregado de emoção, críticas e desabafos públicos.
O vereador Whallasy Oliveira (PT) foi um dos mais duros ao se manifestar, rebatendo qualquer acusação de motivação partidária na análise das contas:
"Não há perseguição política nenhuma. O que há é irresponsabilidade de um ex-gestor que teve nas mãos o maior cargo da cidade. Assis Ramos é um prefeito covarde que sucateou Imperatriz e fez meu povo sofrer."
Ricardo Seidel (PSD), que retornou temporariamente à Casa exclusivamente para participar da votação, também disparou contra o ex-prefeito:
"A hora dele (Assis) está chegando. Não há mais foro privilegiado."
Além deles, os vereadores Aurélio Gomes (PT) e Manchinha (MDB) também se posicionaram bastante críticos a gestão anterior.
A sessão ocorreu com o auditório lotado, incluindo lideranças populares e estudantes de Direito. A jovem Maria Fernanda, que acompanhou os debates pela primeira vez, comentou:
"Foi um evento bastante impactante. Entendi a importância de o cidadão participar e saber o que está acontecendo na cidade. O último prefeito foi um desastre."
O presidente da Câmara, Adhemar Freitas Jr., reforçou o caráter democrático do momento:
"Garantimos a ampla defesa e o contraditório. É a democracia acontecendo. O TCE fez seu trabalho e a Câmara também está cumprindo o seu papel."
Apesar da maioria favorável ao parecer, dois votos chamaram atenção e geraram reações do público:
Alcemir Costa (Podemos) votou contra a reprovação das contas, enquanto Fidelis Uchoa (Agir) preferiu se abster, o que resultou em vaias intensas de um plenário atento e consciente.
A reprovação das contas pode ter impactos jurídicos relevantes, inclusive na eventual elegibilidade de Assis Ramos em futuras disputas eleitorais.
A sessão de hoje foi certamente um acerto de contas político com os legados e omissões da antiga gestão.