No crepúsculo de mais um ano, Imperatriz observa o desenrolar de uma gestão que, como um enredo tragicômico, deixa marcas profundas na memória dos seus habitantes.
Assis Ramos, prefeito que iniciou seu mandato com promessas de transformação, encerra 2023 com um título indesejado: o de maior rejeição entre os prefeitos maranhenses.
Os sintomas dessa desaprovação são muitos, por exemplo, o desempenho eleitoral de sua esposa deputada, que não angariou votos em sua própria cidade, indicando um distanciamento significativo entre a gestão e a população.
A conquista de sufrágios apenas fora dos limites municipais, muitas vezes associada ao poder econômico, acrescenta um capítulo a narrativa de desconexão entre governo e cidadãos.
Na trama da administração, a infraestrutura urbana e a saúde emergem como personagens negligenciados. Ruas destruídas e a persistente carência nos serviços de saúde revelam um enredo de descaso com a qualidade de vida dos imperatrizenses.
A recorrente estratégia de responsabilizar a CAEMA por todas as mazelas da cidade evidencia a falta de habilidade em gerir problemas locais. Enquanto o prefeito joga nas costas da Companhia de Águas as falhas da gestão, os moradores enfrentam desafios que vão além das competências da CAEMA.
É emblemática o abismo entre as promessas iniciais e o aporte bilionário de investimentos que Imperatriz já recebeu, com a realidade vivenciada pela população, que clama por serviços públicos dignos.
A expressão "tem dinheiro, se não roubar dá para fazer", outrora proferida com convicção por Assis, hoje ressoa como um eco nas rodas de conversa onde o povo desabafa o que pensa do Prefeito.
E, à medida que 2024 alvorece, Imperatriz aguarda ansiosa por um novo capítulo, almejando uma gestão que verdadeiramente traduza as aspirações e necessidades de sua comunidade.