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CPI contra o vice-governador Felipe Camarão é arquivada na ALEMA sem apresentação de relatório final
Comissão parlamentar que apurava supostas irregularidades em movimentações financeiras termina sem acusações formais; em declaração, Camarão aponta perseguição política
05/11/2026 11h42
Por: Carlos Leen
Camarão afirmou que o processo demonstrou a ausência de provas e agradeceu à presidente da Casa, Iracema Vale, pelo cumprimento das regras regimentais.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Assembleia Legislativa do Maranhão (ALEMA) para investigar o vice-governador Felipe Camarão (PT) foi oficialmente arquivada.

O encerramento dos trabalhos ocorreu após meses de tramitação sem que a comissão apresentasse um relatório final ou formalizasse acusações conclusivas contra o gestor.

Criada no início do ano sob forte tensão política, a CPI tinha como escopo apurar denúncias derivadas de relatórios do Ministério Público que apontavam supostos indícios de irregularidades, incluindo a análise de mais de mil transferências via Pix, movimentações financeiras fracionadas e a aquisição de imóveis de alto padrão.

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Em julho de 2026, o colegiado chegou a aprovar a quebra de sigilos bancários do vice-governador, medida que foi alvo de constantes questionamentos judiciais por parte de sua defesa.

Após a confirmação do arquivamento das investigações parlamentares, Felipe Camarão manifestou-se publicamente sobre o desfecho do processo, reitero que as apurações tinham motivação de desgaste político:

“Depois de meses de acusações, perseguições e tentativas de atingir minha honra, a CPI chegou ao fim sem apresentar uma única prova contra mim. Nem sequer um relatório final. Agradeço primeiramente a Deus, à minha família, aos amigos e a cada pessoa que confiou em mim e permaneceu ao meu lado. Agradeço também à Assembleia Legislativa e à sua presidente, Iracema Vale, pelo cumprimento institucional das regras”, declarou Camarão.

O encerramento definitivo da comissão sem indiciamentos encerra um dos episódios de maior acirramento entre o Poder Executivo e alas do Legislativo estadual ao longo deste ano.

O desfecho evidencia que o conjunto de movimentações desde julho não produziu elementos materiais capazes de sustentar um pedido de indiciamento ou denúncia formal perante os órgãos de controle.

VEJA VÍDEO ABAIXO:

 

 
 
 
 
 
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