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André Youssef: do piano aos palcos de AC/DC e Rolling Stones
Em entrevista ao apresentador SanDRÃO, no Business Rock, exibido pela Prime TV/SBT, o pianista, produtor e empresário relembra grandes palcos, parcerias com nomes da música brasileira e os desafios de conciliar criação artística e gestão da própri...
08/10/2026 15h49
Por: Carlos Leen Fonte: Agência Dino

Uma vida construída em torno da música, entre lembranças familiares, encontros com nomes que marcaram diferentes gerações e alguns dos maiores palcos do país. Foi esse o percurso que André Youssef revisitou em sua participação no programa Business Rock. Pianista, músico, produtor e empresário com cerca de três décadas de trajetória, ele falou sobre as origens de sua relação com o instrumento e sobre uma carreira que o levou às aberturas de shows de bandas como AC/DC e Rolling Stones.

Ao longo desse caminho, Youssef trabalhou em projetos e dividiu palcos com nomes como Erasmo Carlos, Marcelo Nova, Kiko Zambianchi, Frejat, Roger, do Ultraje a Rigor, Eduardo Araújo, Sylvinha, Rouge, Kid Vinil, Ritchie, 14 Bis, Leo Jaime, Toni Garrido, Paulo Miklos, Léo Maia, Claudio Zoli, entre outros.

A história, porém, começou muito antes dos grandes shows. Uma das lembranças mais afetivas da entrevista surgiu quando Youssef falou sobre o piano de seu avô, instrumento que atravessou gerações e se tornou ponto de partida para sua relação com a música. Ainda criança, começou a experimentar notas naquele piano, dando início a uma ligação que, anos depois, se transformaria em profissão.

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Dos primeiros palcos às bandas AC/DC e Rolling Stones

Entre os grandes momentos da carreira, está a abertura do show do AC/DC no Estádio do Morumbi, em São Paulo. Na ocasião, Youssef integrava a banda de Nasi e subiu ao palco diante de cerca de 90 mil pessoas.

Outro marco viria em 2016. Ao lado do Trítono Blues, projeto do qual fez parte, Youssef tocou na abertura do show da banda Rolling Stones, no Camarote Áudio Arena, também no Estádio do Morumbi. Tais experiências ajudam a dimensionar uma carreira construída entre projetos autorais, bandas, eventos e colaborações.

Porém, antes de se dedicar integralmente à música, Youssef percorreu outro caminho. Formado em Arquitetura pela USP e com experiência em computação gráfica, conciliou durante anos o escritório e os shows, até que o crescimento dos convites o levou a fazer uma escolha.

"A música estava dando rendimentos, a arquitetura estava indo bem, mas aí foram acontecendo os eventos, os convites para tocar com artistas mais famosos. O que eu ganhava em um show era mais ou menos o que eu ganhava na semana na arquitetura. Ficava dividido. Pensei: ‘Vou ter que tomar uma decisão’."

A formação anterior continuou presente na nova carreira. Segundo Youssef, a disciplina e o planejamento aprendidos na arquitetura passaram a ajudá-lo na produção dos próprios espetáculos, da organização do setlist e dos camarins à logística, aos equipamentos e aos horários.

Quando o artista também precisa administrar a carreira

A profissionalização da música também tem exigido do artista habilidades que vão além da criação e do palco. Pesquisa realizada com profissionais do setor musical paulista, que embasou um programa lançado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae - SP) em 2026, identificou entre os principais desafios do segmento a necessidade de acompanhar a gestão da carreira e os direitos autorais.

O cenário reforça uma realidade cada vez mais presente no setor: além de criar e se apresentar, muitos artistas precisam acompanhar contratos, agendas, produção, finanças e obrigações administrativas para sustentar a própria carreira.

Youssef reconheceu viver esse desafio. "Estou com um acúmulo de funções, inclusive, de fazer toda essa parte da contabilidade, toda a parte de contratos, nota fiscal e tudo isso, porque é muito evento acontecendo. Eu preciso de mais pessoas", afirmou.

O relato mostra como o crescimento de uma carreira artística também amplia a necessidade de estrutura profissional. Para quem tem na criatividade o centro de sua atividade, conciliar o processo artístico com demandas administrativas pode significar dividir tempo e energia entre o palco e a gestão do próprio negócio, tornando o planejamento e o apoio especializado cada vez mais importantes para a sustentabilidade da carreira.

Para SanDRÃO, apresentador do Business Rock, histórias como a de Youssef ajudam a mostrar o trabalho que existe por trás de uma profissão muitas vezes associada apenas ao espetáculo. "Tem uma ideia de que o músico nunca vai dar certo. O cara rala, trabalha. Só que o cara toca até às seis da manhã, depois ele tem que dormir. E aí, sábado e domingo não para", comentou o apresentador.

Sobre o Business Rock

Mais do que revisitar carreiras, o Business Rock busca transformar experiências profissionais e pessoais em conteúdo capaz de gerar identificação, aprendizado e inspiração. Essa proposta também se reflete na forma como o programa circula. Com presença na televisão, no rádio, na internet e em plataformas digitais, o Business Rock trabalha em uma lógica de mídia 360°, ampliando o alcance das histórias para diferentes públicos. A exibição pela Prime TV/SBT soma-se à distribuição por rádios e canais digitais.

Ao compartilhar essas experiências, o Business Rock mostra que grandes trajetórias são construídas por escolhas, trabalho e relações — e que, quando compartilhadas, podem inspirar outras pessoas a construir e evoluir em seus próprios caminhos.