Justiça Tragédia
Motorista de trio alega mal-estar em tragédia de Riachão; CNH era incompatível e corpo de vítima é sepultado em Imperatriz
Raimundo Santos Martins foi preso em flagrante por homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor; sepultamento de Eduardo Massoli reuniu familiares e autoridades em Imperatriz nesta quarta-feira (23).
23/09/2026 15h58
Por: Carlos Leen
O motorista do trio elétrico envolvido no acidente fatal de Dudu Massoli, alegou ter passado mal antes da colisão. A Polícia Civil revelou que ele tinha CNH categoria B, incompatível com o veículo.

A Polícia Civil do Estado do Maranhão (PC-MA) colheu o depoimento do condutor do trio elétrico envolvido na tragédia ocorrida em Riachão, no Sul do Estado, durante ato político nesta terça (22). 

Em interrogatório prestado aos investigadores, o motorista Raimundo Santos Martins declarou ter sofrido um súbito mal-estar ao volante antes de perder o controle do veículo de som.

A apuração policial revelou uma grave irregularidade administrativa: Raimundo possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) apenas na categoria B, documento que o inabilita legalmente para a condução de veículos automotores de grande porte e estruturas pesadas como o trio elétrico apreendido. 

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O condutor recebeu atendimento médico no Hospital Municipal de Riachão, foi preso em flagrante e aguarda a realização da audiência de custódia.

De acordo com o laudo preliminar da dinâmica do acidente, o trio elétrico desceu descontrolado uma ladeira, colidiu com uma caminhonete e invadiu o acostamento, atingindo um poste e atropelando os integrantes da comitiva. 

O chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Agricultura de Imperatriz, Eduardo Massoli Braga, faleceu no local. O Procurador-Geral do Município de Imperatriz, Solon Rodrigues dos Anjos Neto, ficou ferido, recebeu socorro hospitalar e segue sob cuidados médicos.

Investigação Pericial e Despedida em Imperatriz

Os desdobramentos do inquérito e as homenagens prestadas à vítima mobilizaram a comunidade da Região Tocantina:

A liberação de veículos pesados em vias públicas sem a verificação rigorosa do documento de habilitação do motorista transforma estruturas de som em riscos iminentes para participantes e pedestres, deslocando a responsabilidade do plano meramente culposo para o campo da negligência administrativa.

A condução do inquérito pela Polícia Civil e as conclusões da perícia mecânica poderão ser determinantes.

Em paralelo, a dor demonstrada no velório de Eduardo Massoli em Imperatriz reitera o clima de consternação na cidade e impõe à Justiça Eleitoral e aos órgãos de trânsito a imediata exigência de laudos e habilitações profissionais para o uso de veículos de som nas semanas finais do pleito.