O desenho final da chapa que buscará a reeleição da senadora Eliziane Gama (PT) avançou com um arranjo capaz de promover a convergência formal entre os dois maiores polos do grupo governista: os quadros ligados ao legado do ministro Flávio Dino e as forças políticas alinhadas ao governador Carlos Brandão (MDB).
No centro dessa engenharia de pacificação, a ex-secretária de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid) e ex-chefe de gabinete do governo Dino, Lene Rodrigues, está encaminhada para ocupar a primeira suplência na chapa majoritária.
Lene é esposa do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), uma das vozes mais expressivas do dinismo orgânico no estado.
Segundos fontes de bastidores a segunda vaga de suplente deverá ser de Patrícia Carlos, atual presidente da Comisssão Provisória Estadual do PT no Maranhão.
A consolidação de uma chapa que coloca em uma mesma foto Lene Rodrigues, Patrícia Carlos e Eliziane Gama representa a concretização do tão buscado pacto de não agressão entre dinistas e brandonistas.
Ao longo dos últimos meses, a dispersão de forças no interior e os ruídos de bastidor ameaçavam fragmentar a base aliada em palanques concorrentes.
Para Eliziane Gama, ter na primeira suplência uma gestora com a bagagem de Lene Rodrigues — que acumulou anos de trânsito direto na chefia de gabinete do Estado — e na segunda suplência a dirigente máxima do PT maranhense cumpre a dupla função de blindagem e tração.
O arranjo sinaliza ao eleitorado que, apesar das divergências pontuais de bastidor, o grupo governista sabe afinar o discurso quando o objetivo é assegurar o protagonismo no Congresso Nacional.
Em termos pragmáticos, a união de dinistas e brandonistas na chapa de Eliziane reconfigura as projeções para a disputa ao Senado no Maranhão.