O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses será o cenário de um projeto inédito de desenvolvimento sustentável e fortalecimento da agricultura familiar.
A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), assinou nesta quarta-feira (1º) um contrato com o Instituto de Apoio Tecnológico, Ambiental e Social (IATAS) para dar início ao Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) na região.
A solenidade institucional foi realizada na Câmara Municipal de Santo Amaro do Maranhão.
O projeto conta com um investimento de R$ 800 mil e terá duração de 10 meses. O foco central é dar suporte técnico e estratégico a 250 famílias de agricultores familiares, pescadores artesanais, extrativistas e comunidades tradicionais que residem no interior e no entorno da reserva ambiental, beneficiando diretamente mais de 1.050 pessoas nos municípios de Barreirinhas, Primeira Cruz e Santo Amaro do Maranhão.
Os recursos da iniciativa são fruto de uma emenda parlamentar do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), registrando o primeiro contrato na história da Anater custeado integralmente por meio dessa modalidade de financiamento.
“A assistência técnica e extensão rural vai se somar às capacidades, conhecimentos e potenciais das famílias para aperfeiçoar a produção, ampliar a renda e melhorar a qualidade de vida. Esse é o propósito com o qual trabalhamos na Anater e no Governo do Presidente Lula: estar ao lado das pessoas para que elas possam melhorar suas vidas”, pontuou a presidenta da Anater, Loroana Santana."
As Ações Práticas do Programa
Desenvolvido em consonância com as metas da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), o cronograma do programa executado pelo IATAS prevê a realização de:
Diagnósticos participativos e capacitações de campo;
Implantação de unidades demonstrativas de cultivo e intercâmbios técnicos;
Realização de feiras locais da agricultura familiar;
Fomento à agroecologia, melhoria dos canais de comercialização e incentivo ao turismo de base comunitária.
Como critério de inclusão social e distribuição de renda na ponta, as regras do contrato estabelecem que o atendimento direto deverá contemplar, obrigatoriamente, uma participação mínima de 50% de mulheres e 20% de jovens entre os beneficiários integrados.