Educação Saúde e Educação
Câmara de Imperatriz aprova indicação para criação de mutirão de diagnóstico de neurodivergências
Proposta apresentada pelo presidente da Casa, Adhemar Freitas Jr., visa acelerar filas de espera por laudos de TEA e TDAH; diagnóstico precoce é o foco principal da medida.
19/05/2026 12h38 Atualizada há 3 meses
Por: Carlos Leen
LEGISLATIVO: A Câmara Municipal de Imperatriz aprovou indicação de autoria de seu presidente, o vereador Adhemar Freitas Jr., que propõe ao Poder Executivo a implementação de um mutirão de triagem e diagnóstico voltado para neurodivergências no município.

 

A Câmara Municipal de Imperatriz aprovou nesta semana uma indicação de autoria do vereador e presidente do parlamento local, Adhemar Freitas Jr. (MDB), que solicita ao Poder Executivo a realização de um mutirão de triagem e diagnóstico de neurodivergências.

O foco principal da proposta é ampliar o acesso de crianças e adolescentes a avaliações médicas e multiprofissionais especializadas, agilizando a emissão de laudos para Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), entre outras condições neuroatípicas.

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Redução das filas e o fator tempo

Atualmente, o tempo de espera por consultas com neuropediatras e psicólogos na rede pública de saúde é um dos principais gargalos enfrentados pelas famílias da região.

De acordo com o presidente da Câmara, a aprovação da indicação é um passo político e social estratégico para garantir intervenções terapêuticas adequadas o quanto antes.

“Muitas famílias aguardam por avaliações e acompanhamento adequado. O diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença no desenvolvimento e na qualidade de vida das crianças”, defendeu Adhemar Freitas Jr. em suas redes sociais ao celebrar o acolhimento do projeto pelo plenário.

A indicação agora segue para o gabinete do prefeito Rildo Amaral, a quem cabe analisar a viabilidade financeira e logística, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS), para a execução do mutirão.

🧠 Análise do Blog

A iniciativa toca em um ponto de extrema sensibilidade na dinâmica social de Imperatriz: a judicialização e o estrangulamento do atendimento de neurodivergências.

A escassez de profissionais habilitados para fechar diagnósticos cria uma barreira invisível para milhares de mães e pais de famílias de baixa renda.

Sem o laudo em mãos, essas famílias enfrentam uma barreira dupla: não conseguem o acompanhamento especializado pelo SUS e sofrem para garantir os direitos básicos de inclusão no ambiente escolar, como o mediador em sala de aula.