A Procuradoria-Geral do Estado do Maranhão (PGE-MA) realizou na terça-feira (28) uma roda de conversa voltada à conscientização sobre o autismo e à promoção da inclusão social, como parte das ações do movimento Abril Azul. O evento, realizado no auditório da instituição, reuniu servidores, colaboradores e convidados em um momento de escuta, troca de experiências e ampliação do conhecimento sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A programação contou com a participação do escritor e psicanalista William Amorim e da fonoaudióloga Fernanda Diogo, que conduziram o diálogo com reflexões sobre inclusão, acolhimento e os desafios enfrentados por pessoas autistas e suas famílias. A mediação do encontro ficou a cargo do subprocurador-geral adjunto, Beolandio Santos Silva, que com relatos pessoais emocionou toda a plateia.
Durante o encontro, foram abordadas questões importantes relacionadas à convivência, ao respeito às diferenças e à necessidade de construção de ambientes mais acessíveis e sensíveis à diversidade.
Para o psicanalista William Amorim, a melhor forma de compreender as pessoas com o espectro é aprender com elas mesmas. “Precisamos ouvir os autistas, ler suas autobiografias. Eles falam, eles criticam as terapias, as associações de pais, como também criticam serem chamados de deficientes. Eles não são deficientes, é um modo de se relacionar com a linguagem, é um modo de estar no mundo”.
A iniciativa também buscou estimular uma visão mais empática, contribuindo para a quebra de preconceitos e para o fortalecimento de uma cultura institucional mais inclusiva. Durante o encontro, a fonoaudióloga Fernanda Diogo destacou alguns sinais que podem auxiliar no início do processo de identificação do autismo. “Aspectos como o contato visual, a forma de comunicação — especialmente em ambientes com muitas pessoas — e a presença de comportamentos restritivos e repetitivos, com padrões bem definidos, podem ser indicativos importantes e merecem atenção”, explicou.
A ação integra as atividades do Comitê de Equidade, Diversidade e Inclusão da PGE-MA e contou com o apoio da Escola Superior da Advocacia Pública (ESAP) e do Núcleo de Acessibilidade da UEMA (NAU), reforçando a importância da atuação conjunta na promoção de direitos e na construção de espaços mais acolhedores.
Mais do que um evento, a roda de conversa representou um convite à reflexão e ao compromisso coletivo com a inclusão, evidenciando o papel da PGE-MA na promoção de iniciativas que valorizam as pessoas e fortalecem a cidadania.