A operação desta sexta-feira foca nos nomes que operavam a "usina de fake news" do governo anterior.
Segundo a denúncia da PGR, o grupo era responsável por fabricar relatórios maliciosos e atacar comandantes das Forças Armadas que se recusaram a aderir ao golpe.
Quem já está atrás das grades:
• Ângelo Denicoli (Major da reserva): Preso em Vila Velha (ES). Condenado à pena mais alta do grupo: 17 anos. Atuava na linha de frente dos ataques sistemáticos ao processo eleitoral.
• Giancarlo Rodrigues (Subtenente da ativa): Preso em Brasília. Integrante da chamada "Abin Paralela", usada para monitorar e atacar opositores políticos.
• Guilherme Almeida (Tenente-coronel da ativa): Também preso na capital federal, acusado de difundir material falso sobre fraudes inexistentes nas urnas.
Os Foragidos e a Rota Internacional
Dois nomes centrais do esquema ainda não foram localizados:
1. Reginaldo Abreu (Coronel da reserva): Condenado a 15 anos. Segundo sua defesa, ele vive nos Estados Unidos e não tem previsão de retorno.
2. Carlos César Rocha (Instituto Voto Legal): O engenheiro responsável pelo polêmico relatório técnico usado pelo PL para tentar anular votos de 2022.
O Peso da Condenação
Os crimes imputados ao grupo incluem abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. Para Moraes e o plenário do STF, ficou provado que o grupo não apenas "opinava", mas operava uma estrutura profissional de fraude documental para viabilizar um golpe de Estado.
Análise do Blog: O Recado às Casernas
O cumprimento dessas prisões dentro das unidades militares é um recado direto da Justiça e do próprio Comando do Exército: a era da impunidade para o ativismo político fardado acabou.
O fato de haver militares da ativa entre os presos (Guilherme Almeida e Giancarlo Rodrigues) mostra que a "limpeza" institucional é profunda.
Todos que acompanharam de perto as falas polêmicas de alguns desses personagens nas redes sociais, vêem agora o desfecho jurídico de um dos períodos mais conturbados da história recente do país.
A condenação de 17 anos para Denicoli é pedagógica e sinaliza que o STF não tratará a desinformação estratégica como um crime menor.