O governador Carlos Brandão (sem partido) decidiu por permanecer no comando do Executivo estadual e não disputar uma vaga ao Senado em 2026.
O prazo final para desincompatibilização foi o último dia 04 de abril, sábado.
A medida mantém o controle administrativo e político do governo nas mãos do atual gestor até o fim do mandato, influenciando diretamente as articulações para a sucessão.
A decisão também repercute na situação do vice-governador Felipe Camarão (PT), que mantém sua pré-candidatura ao Palácio dos Leões.
Com o rompimento de Brandão e sem a possibilidade de assumir o governo antes do período eleitoral, Camarão passa a enfrentar o desafio de construir sua candidatura sem o respaldo direto da estrutura administrativa estadual.
O vice-governador tem reafirmado publicamente sua disposição de disputar o cargo, destacando o apoio político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como um dos pilares de sua estratégia.
Com a permanência de Brandão, amplia-se a articulação em torno do nome de Orleans Brandão (MDB), apontado como um dos principais nomes ligados ao grupo do governador.
Ao mesmo tempo, a decisão abre espaço para rearranjos na disputa pelo Senado, uma vez que a vaga anteriormente associada ao governador passa a ser objeto de negociação entre partidos aliados.
Entre os nomes que circulam nesse contexto está o do ministro dos Esportes, André Fufuca (PP).
As próximas movimentações políticas devem indicar como os diferentes grupos irão estruturar suas alianças e estratégias para o pleito de 2026, em um cenário marcado por reacomodações e intensificação do diálogo entre lideranças estaduais e nacionais.