O xadrez eleitoral de Imperatriz ganhou uma peça pesada nesta semana. Flamarion Amaral, vereador licenciado e atual Secretário de Saúde — pasta estratégica para qualquer pretensão à Assembleia Legislativa —, está com um pé fora do PV.
O motivo? O "congestionamento" e as indefinições da Federação, que hoje vive um conflito aberto entre o apoio a Felipe Camarão (PT) ou a manutenção da aliança com Carlos Brandão.
A articulação para levar Flamarion ao PSD não é local, mas vem de Brasília, sob a benção de Gilberto Kassab. O plano é robusto e envolve não apenas o secretário:
Perla Amaral: A esposa do prefeito Rildo Amaral também é cotada para se filiar ao PSD, fortalecendo a presença do grupo na legenda.
Paula Prata: A filiação da primeira-dama de Santa Inês ao PSD já serviu como o "abre-alas" para essa nova fase de expansão do partido entre as lideranças municipais.
Este movimento cria uma curiosa contradição política:
Rildo Amaral é um sobrevivente político nato. Ao manter um pé no MDB/Brandão e incentivar o irmão e a esposa a buscarem o PSD, ele garante que, independentemente de quem vença a disputa pelo Governo (Braide ou Orleans), seu grupo político em Imperatriz terá portas abertas.
Para Flamarion, o PSD oferece o que o PV não tem: uma chapa de deputados estaduais competitiva, porém menos "pesada" que a federação com o PT.
Além disso, Flamarion evita o desgaste de ficar preso a uma briga nacional entre lulistas e governistas, focando no seu reduto regional.
Se a filiação se confirmar, o PSD de Braide ganha o "coração" da prefeitura de Imperatriz, mesmo que o prefeito, oficialmente, ainda reze pela cartilha dos Leões.