Uma nova onda de nostalgia tomou conta das redes sociais esta semana. Usuários de todo o Brasil aderiram a uma trend compartilhando como eram suas vidas em 2016.
Mas, se voltarmos as páginas do calendário político, onde estavam as figuras que hoje dominam as manchetes? Em dez anos, o Brasil viu quedas, prisões, ascensões meteóricas e reviravoltas jurídicas que parecem saídas de um roteiro de cinema.
O cenário Nacional: Do impeachment à reeleição
Em 2016, o país fervilhava. Lula vivia o auge do cerco da Operação Lava Jato, tornando-se réu e enfrentando conduções coercitivas — condenações que seriam anuladas anos depois, permitindo seu retorno à Presidência e a atual busca pelo quarto mandato.
Já Jair Bolsonaro, então um deputado federal de baixissimo clero, ganhava os holofotes nacionais ao dedicar seu voto no impeachment de Dilma Rousseff ao coronel torturador Brilhante Ustra. Era o início da sua caminhada rumo ao Planalto, trajetória que culminou, em 2025, em sua condenação por tentativa de golpe de Estado e o cumprimento de pena na Papudinha.
Há dez anos, o hoje ministro do STF Flávio Dino (então no PCdoB) estava em seu segundo ano como governador do Maranhão. Ao lado de seu vice, Carlos Brandão, Dino consolidava marcas de sua gestão:
Escola Digna: O início da substituição de escolas de palha por alvenaria.
Mais IDH: Foco nos municípios mais pobres do estado.
Força Política: Nas eleições municipais daquele ano, Dino mostrava sua musculatura ao ajudar a eleger cerca de 150 prefeitos, consolidando-se como a principal voz jurídica em defesa de Dilma Rousseff no plano nacional.
Enquanto Flávio Dino ocupava a linha de frente, o hoje governador Carlos Brandão exercia seu primeiro mandato como vice-governador (2015-2022). Em 2016, sua atuação era focada nos bastidores:
Gestão Portuária: Presidia o Conselho de Administração da EMAP, peça-chave para o desenvolvimento logístico do Porto do Itaqui.
Articulação Política: Atuava na construção de consensos internos e no suporte administrativo direto às metas do plano de governo.
Perfil Técnico: Naquela época, Brandão mantinha uma postura mais reservada e técnica.
Para quem vê Rildo Amaral hoje na prefeitura de Imperatriz, vale lembrar que em 2016 ele exercia seu terceiro mandato consecutivo como vereador. Sua atuação era focada em embates que marcaram a cidade na época:
A defesa ferrenha pela valorização salarial dos professores;
O combate a projetos polêmicos, como a implementação da Zona Azul em Imperatriz;
Uma legislatura marcada pelo corpo a corpo nas pautas da educação e serviços públicos.
Alexandre de Moraes: Era criticado pela esquerda e ocupava cargos no Executivo antes de chegar ao STF. Sua indicação feita pelo então presidente Temer (MDB) recebeu forte oposição do PT.
Simone Tebet: Votava a favor do afastamento de Dilma no Senado.
Geraldo Alckmin: Era um dos principais nomes da oposição ao PT.
O mundo deu voltas, e a política maranhense foi o palco de muitas delas.