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Crise no MP-MA: O “terremoto” que esvaziou o GAECO e isolou o Procurador-Geral
A decisão de Danilo de Castro em favor de investigados de Turilândia abriu uma ferida aberta no Ministério Público; bastidores revelam clima de tensão e isolamento técnico
13/01/2026 14h48 Atualizada há 7 meses
Por: Carlos Leen
Promotores do Gaeco durante oitiva de envolvidos em escândalo de desvio dos cofres públicos  (MPMA/Divulgação)

Os corredores do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) amanheceram sob uma tensão poucas vezes vista na história recente da instituição.

O pedido de exoneração coletiva de dez promotores do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) é tido como um manifesto político-jurídico.

O descontentamento transbordou após o Procurador-Geral de Justiça em exercício, Orfileno Bezerra Neto, emitir um parecer favorável à soltura do prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e de outros 11 vereadores presos na Operação Tântalo. O posicionamento foi posteriormente referendado pelo titular da PGJ, Danilo de Castro, selando o entendimento que divergiu frontalmente do trabalho técnico do GAECO.

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O Estopim: A canetada que soltou o poder

Para o GAECO, que vinha rastreando desvios milionários na saúde e assistência social, o movimento da cúpula foi lido como um balde de água fria em uma investigação técnica robusta, já chancelada pelo Judiciário.

Conversas de bastidores com ex-membros do MP e analistas políticos convergem para um ponto: Danilo de Castro cruzou uma limite tenue. Entre especialistas ouvidos por este blog, a análise é unânime:

O silêncio que grita

O que se comenta nas rodas de conversa política em São Luís é o impacto disso para a imagem da gestão atual.

Enquanto os promotores do GAECO saem com o discurso de "dever cumprido e impossibilidade técnica de continuar", Danilo de Castro fica com a missão de explicar a opinião pública por que a instância máxima do MP decidiu abrir as celas de quem era investigado por drenar recursos de áreas tão sensíveis.

O caso Turilândia agora deixa de ser apenas uma operação policial para se tornar uma crise de identidade dentro do Ministério Público.

Resta saber se o PGJ conseguirá reconstruir as pontes que ele mesmo ajudou a implodir ou se o isolamento será o preço da sua decisão.