Política Política
Bico do Papagaio vira palco de disputa entre Ministérios
Hidrovias nos rios Tocantins e Araguaia entram no centro de nova crise
04/12/2025 10h50 Atualizada há 9 meses
Por: Carlos Leen
Caminho traçado pelo Dnit no Pedral do Lourenço | Crédito: DNIT

O Ministério do Meio Ambiente quer criar duas áreas de proteção no Bico do Papagaio.

A região fica no encontro dos rios Tocantins e Araguaia. O plano prevê uma Área de Proteção Ambiental (APAs) com mais de 112 mil hectares e um Monumento Natural com cerca de 4 mil hectares. O governo afirma que deseja proteger ecossistemas sensíveis e sítios arqueológicos da região.

O território é amazônico e tem ligação com o Cerrado. A área sofre pressão da mineração. O plano já tem minuta pronta. A proposta preocupa órgãos que cuidam de transporte e navegação. Eles afirmam que as áreas previstas se sobrepõem a hidrovias importantes.

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Impacto nas hidrovias

As hidrovias dos rios Tocantins e Araguaia passam dentro dos limites sugeridos. O ponto onde as duas hidrovias se encontram é o mesmo onde ficaria o Monumento Natural.

A área inclui um porto previsto para São João do Araguaia. Órgãos do transporte dizem que isso pode dificultar obras e manutenção das rotas.

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários pediu ajustes no decreto. O Ministério de Portos e Aeroportos também pediu mudanças.

Eles afirmam que é possível criar as áreas desde que a navegação seja preservada. O Ministério do Meio Ambiente diz que a criação das áreas não impede obras futuras. A pasta afirma que as APAs permitem atividades econômicas e serviços de grande porte.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) pediu mais dados. O órgão quer saber se há risco para a operação das hidrovias. A análise deve terminar até o fim do ano.