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Brasil afrouxa proteção ambiental em votação histórica
Márcio Jerry alerta para o desastre ambiental anunciado após a derrubada dos vetos do presidente Lula pelo Congresso.
28/11/2025 15h19 Atualizada há 9 meses
Por: Carlos Leen
Mesmo com a queda dos vetos, Márcio Jerry marca posição, vota contra o projeto e promete seguir na linha de frente da defesa ambiental. Foto: Assessoria.

O Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (27), a maioria dos vetos do presidente Lula à Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei 15.190/2025).

Com isso, retomam dispositivos que flexibilizam regras ambientais.

Vetos derrubados: o que volta à lei

Foram revertidos 52 (ou 56, segundo outra contagem) vetos presidenciais. 

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A reação das organizações ambientais e científicas

Para o Observatório do Clima — coalizão de mais de cem ONGs — a decisão representa “o maior retrocesso ambiental da história do país”. 

Em nota, entidades alertaram que a nova lei ameaça a biodiversidade, a segurança hídrica e climática, bem como a vida e os direitos de povos indígenas e comunidades tradicionais.

A lei, agora reconfigurada, permitiria destruições ambientais em larga escala sem a devida avaliação técnica. 

Algumas dessas entidades já anunciaram que recorrerão à Justiça, classificando a norma como inconstitucional e incompatível com compromissos climáticos internacionais assumidos pelo Brasil.

A posição de Márcio Jerry e a bancada ambientalista

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) afirmou com clareza: ele e seu partido votaram pela manutenção dos vetos porque sabiam o que o “PL da Devastação” significava: licenças automáticas, obras sem avaliação ambiental séria, desmonte de salvaguardas, mais pressão sobre territórios tradicionais e risco de retrocesso climático e social.

O risco real: destruição, instabilidade e contas ambientais

Com a nova lei, o país se arrisca a repetir desastres ambientais e climáticos. Rios poluídos, florestas derrubadas, desmatamento acelerado, invasões de terras indígenas e quilombolas, degradação de biomas essenciais como a Mata Atlântica.

O licenciamento deixaria de ser instrumento de proteção e passaria a ser um carimbo de liberação imediata para o agronegócio e grandes empreendimentos.

O resultado: o Brasil pode perder não apenas áreas naturais, mas segurança hídrica, diversidade biológica, integridade climática e o direito de territórios ancestrais.

Tudo isso numa única sessão do Congresso.

O que está em jogo

Não se trata de regular o meio ambiente de forma eficiente. O Brasil seguirá como guardião da natureza ou se colocará seu território à mercê do destrutivo ciclo da degradação?

Para as entidades ambientais, cientistas, povos tradicionais e cidadãos — o pior ainda pode vir. A resistência continua, agora na Justiça e nas ruas.