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PGR pede condenação de deputados do PL por corrupção com emendas parlamentares
As denúncias colocam pressão sobre o PL e enfraquecem a base bolsonarista no Nordeste, especialmente no Maranhão, reduto eleitoral de Josimar.
12/11/2025 08h49 Atualizada há 9 meses
Por: Carlos Leen Fonte: Folha de São Paulo,
O deputado Josimar Maranhãozinho (PL-MA) participa de comissão na Câmara dos Deputados. - Cleia Viana -29.mar.23/Divulgação Câmara dos Deputados

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação dos deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Bosco Costa (PL-SE) e Pastor Gil (PL-MA), acusados de cobrar propina em troca da destinação de emendas parlamentares.

O pedido, assinado pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, reitera denúncias apresentadas em agosto, que apontam os três parlamentares por corrupção passiva e organização criminosa. Segundo a PGR, eles teriam recebido mais de R$ 1,6 milhão em propina para direcionar recursos ao município de São José de Ribamar (MA).

As investigações indicam que o grupo cobrava 25% de comissão sobre o valor das emendas, desviando recursos públicos por meio de contratos com empresas de fachada. O suposto operador financeiro do esquema seria o agiota Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como Pacovan, responsável por intermediar as cobranças a prefeituras beneficiadas.

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Em manifestação enviada ao STF, a PGR afirma que as provas reunidas — como diálogos interceptados e documentos apreendidos — demonstram a existência de uma organização criminosa liderada por Maranhãozinho. A Procuradoria também pediu a perda dos mandatos parlamentares e o pagamento de indenização por danos morais coletivos.

O caso está sob relatoria do ministro Cristiano Zanin e marca a primeira denúncia apresentada contra parlamentares durante a gestão de Paulo Gonet à frente da PGR.

Além dos deputados, outras seis pessoas também são denunciadas por envolvimento no esquema, entre elas Abraão Nunes Martins Neto, Adones Nunes Martins, Antônio José Silva Rocha e Thalles Andrade Costa.

O inquérito aponta que o dinheiro das emendas era repassado aos parlamentares, enquanto o grupo de Pacovan recebia uma comissão pelas operações ilícitas.

Repercussão política

O uso político das emendas parlamentares, é uma tema sensível em Brasília.

A denúncia atinge diretamente o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que tenta consolidar uma imagem de oposição ética e combativa.

No Maranhão, o episódio é mais um abalo na base bolsonarista, já marcada por disputas internas e investigações anteriores envolvendo lideranças regionais e nacionais.