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Felipe Camarão e o tabuleiro político do Maranhão
Pesquisas o colocam como opção ao Senado, mas ele rechaça: sua candidatura é ao Governo do Estado.
01/10/2025 19h22
Por: Carlos Leen
Mesmo lembrado em pesquisas para o Senado, o vice-governador reafirma que sua rota é o Palácio dos Leões. Foto: Instagram

Na manhã desta quarta-feira (1º), o Instituto Real Time Big Data lançou números que mexeram mais uma vez com o xadrez político do Maranhão.

Entre os cenários testados para a disputa ao Senado, surgiu o nome do vice-governador Felipe Camarão (PT), pontuando entre 6% e 8%. Bastou essa inclusão para acender as chamas das especulações.

Camarão não se fez de rogado e tratou logo de colocar os pingos nos “is”: não será candidato ao Senado. “Reafirmo que estou à disposição do PT para ser candidato a governador do estado do Maranhão”, declarou, em tom que misturava agradecimento pela lembrança com firmeza de propósito.

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A simples lembrança de seu nome em outro campo — no caso, o Senado — mostra como Felipe já não é apenas uma peça entre outras no tabuleiro, mas um jogador que concentra atenção e movimenta forças distintas.

Para alguns, cogitar sua ida à disputa senatorial seria uma ponte de reconciliação com o grupo do governador Carlos Brandão. Afinal, Brandão já sinalizou que poderia deixar o governo em abril, mas não sem condicionar sua saída também à do vice.

Para outros, esse acordo só faria sentido com Camarão candidato ao Senado.

Em Brasília, Felipe Camarão participou em agosto do encerramento do 17º Encontro Nacional do PT. Ele é membro do Diretório Nacional e da Comissão Provisória Estadual do partido. Foto: Divulgação.

Mas eis o ponto: ao rechaçar o Senado, Camarão reafirma o protagonismo que tem construído.

Ele não deseja ser acomodado numa alternativa lateral. Sua rota é outra, direta: o Governo do Maranhão.

É nesse compasso que se pode ler os últimos movimentos. O vice-governador não teme especulações, ao contrário: elas lhe servem de vitrine. O que os números da pesquisa indicam não é viabilidade eleitoral em diferentes frentes, sobretudo com a densidade política que ele alcançou.

Felipe Camarão, portanto, não é hoje apenas lembrado. É cogitado, medido, comparado, desejado por cenários diversos. Mas é ele próprio quem se encarrega de conduzir sua narrativa.

Essa clareza talvez seja o traço mais distintivo de sua postura no atual momento — e é justamente o que começa a colocá-lo como referência incontornável na pré-campanha de 2026.

No fim das contas, a política maranhense, sempre tão dada a articulações e rearranjos, pode até querer desenhar atalhos para Camarão. Mas ele já escolheu o seu caminho.

E esse caminho tem apenas uma direção, por ora: o Palácio dos Leões.