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Cultura Popular: Brasil em votação, Imperatriz em mobilização com a Lei Mestra Francisca do Lindô
Imperatriz pode se tornar referência nacional em justiça cultural
03/09/2025 17h33 Atualizada há 12 meses
Por: Carlos Leen Fonte: Elicléia Dallo / Assessoria de Imprensa ACASA
Mestra Dona Francisca do Lindô. Imagem: Fabricio Barbosa.

O Congresso Nacional voltou a discutir o Projeto de Lei 1176/2011, conhecido como “Lei das Mestras e Mestres”.

A proposta, em análise há 14 anos, cria um programa federal de proteção e promoção dos guardiões dos saberes populares.

O texto prevê diplomação solene, apoio financeiro e políticas formativas em rede. Em agosto de 2025, o Ministério da Cultura manifestou apoio oficial à aprovação.

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Enquanto Brasília debate o tema, Imperatriz (MA) retoma pela terceira vez em uma década o projeto local de Tesouros Humanos Vivos, agora reapresentado como Lei Mestra Francisca do Lindô.

O assunto ganhou força em agosto, durante a Tribuna Popular na Câmara Municipal, quando integrantes da Casa das Artes cobraram tramitação efetiva.

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A luta em Imperatriz

A primeira versão do projeto foi apresentada em 2016 pela sociedade civil, mas não avançou. Em 2020, voltou à pauta em meio à pandemia, novamente sem resultados. Agora, em 2025, retorna com apoio dos vereadores Whallassy Oliveira (PT) e Renata Morena (PRD).

A escolha do nome de Francisca do Lindô, mestra que marcou a cultura da cidade, é simbólica: reforça que patrimônio cultural é, antes de tudo, gente.

A proposta busca dar reconhecimento em vida a mestres e mestras que mantêm tradições há décadas.

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Reconhecimento internacional

A ideia de Tesouros Humanos Vivos já existe em outros estados, como o Ceará, e segue diretrizes da UNESCO (2003) para proteção do patrimônio imaterial.

A diferença, em Imperatriz, é a mobilização contínua entre sociedade civil e poder público, com destaque para o papel do Festival de Cultura Popular e da Casa das Artes.

O que está em jogo

Se aprovada, a lei pode garantir apoio financeiro e condições para que mestres transmitam seus saberes às novas gerações.

Enquanto o Congresso busca um marco nacional, Imperatriz pode se antecipar e se tornar referência, transformando memória em justiça cultural.


SOBRE A CASA DAS ARTES

Fundada em 2009, a ACASA atua em Imperatriz na democratização do acesso à cultura. Desenvolve festivais, oficinas, espetáculos, exposições e ações formativas, alcançando comunidades periféricas, juventudes e grupos marginalizados.