Justiça MPMA
IMPERATRIZ – Vítima de sequestro recebe veículo como reparação simbólica de danos materiais
Após pedido do Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Imperatriz, a Justiça determinou nesta quin...
22/08/2025 15h46
Por: Carlos Leen Fonte: MPMA

Após pedido do Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Imperatriz, a Justiça determinou nesta quinta-feira, 21, a entrega de um veículo BMW a Jerson dos Santos Bastos, vítima de crime de extorsão mediante sequestro, ocorrido em 2 de novembro de 2022. Apreendido durante as investigações sobre o crime, o veículo é uma reparação dos danos materiais sofridos por Jerson.

O perdimento (perda de bem de réu e revertido à vítima do crime) do automóvel foi determinado em sentença do juiz Glender Malheiros Guimarães e acolheu a solicitação feita em 22 de fevereiro de 2024 pelo promotor de justiça Ossian Bezerra Pinho Filho.

Continua após a publicidade

CRIME

Na noite do crime, Jerson estava no veículo dele em uma rua no bairro Bom Sucesso e foi abordado por um criminoso que anunciou um roubo, usando uma arma de fogo. O criminoso determinou que a vítima fosse a uma rua no bairro de Parque Buriti. No local, três indivíduos entraram no veículo, um assumiu o controle do automóvel e a vítima foi colocada no banco traseiro.

Os criminosos realizaram diversas operações financeiras via Pix. Um deles pegou o celular de Jerson e solicitou eletronicamente um empréstimo no valor de R$ 7,2 mil. Eles ligaram para o chefe e familiares da vítima e exigiram resgate no valor de R$ 10 mil.

O caso resultou na condenação definitiva de cinco réus pelos crimes de extorsão mediante sequestro qualificada e associação criminosa armada, todos com penas fixadas em regime fechado. Foi reconhecido que Jerson foi mantido em cativeiro por quase 24 horas, ameaçado com armas de fogo, agredido e forçado a realizar diversas transações bancárias.

Para o MPMA, o perdimento do veículo promove não apenas a responsabilização dos autores do crime, mas também a tentativa de restauração mínima da dignidade e dos prejuízos causados à vítima.

A entrega do bem é mais do que uma formalidade judicial. É um reconhecimento claro de que a vítima precisa ser ouvida, acolhida e reparada. É um passo para que o processo penal deixe de girar apenas em torno do réu e passe a atender também aos interesses legítimos de quem sofreu o crime”, enfatiza o promotor de justiça. “Assim, o MPMA reforça o compromisso com a proteção das vítimas e sobreviventes de crimes, promovendo atuação firme e humanizada”.

Redação:CCOM-MPMA